Merkel: reação durante o G-20 (John Macdougall/Reuters)
AFP
Publicado em 8 de julho de 2017 às 11h56.
Última atualização em 8 de julho de 2017 às 12h06.
Como todas as grandes reuniões de cúpula, a do G20 em Hamburgo já criou imagens e momentos memoráveis entre os líderes das grandes potências mundiais, que se esforçam para parecerem grandes amigos, apesar das divergências por vezes enormes.
O "beijo" de Trump e Macron
O galante presidente francês, Emmanuel Macron, de 39 anos, estava totalmente à vontade no evento, cumprimentando com cumplicidade e efusividade líderes do mundo todo.
Mesmo assim, surpreendeu sua saudação especialmente cordial ao presidente americano Donald Trump, chegando tão perto de sua bochecha que alguns interpretaram como um beijo. Vários analistas e a imprensa presente em Hamburgo ainda estão discutindo se foi ou não um afago.
De qualquer forma, ficou clara a sintonia entre os dois na foto de família, em que Macron decidiu sair de seu lugar oficial para ficar ao lado de Trump e não deixar seu "amigo" sozinho no canto.
Aplausos para Trump?
Mas não foi só trabalho. Os líderes mundiais também tiveram momentos de respiro, como o concerto de gala na Elbphilharmonie, prestigiosa sala de concertos de Hamburgo, onde escutaram a nova sinfonia de Beethoven.
Ao entrar, Trump pareceu receber uma salva de palmas do público, e respondeu com um sorriso largo e satisfeito.
A imprensa presente no local indicou, contudo, que os aplausos eram dirigidos ao francês Macron.
Revirada de olhos de Merkel
A chanceler alemã Angela Merkel, anfitriã do encontro, e o presidente russo Vladimir Putin tiveram uma conversa bem animada antes de uma das conferência da reunião de cúpula.
Com um dedo em riste, o russo parecia estar dando uma lição sobre um tema importante. Normalmente pouco expressiva, Merkel reagiu com uma marcante revirada de olhos. As imagens da conversa viralizaram na internet.
Dia de azar de Melania
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, tinha agendado com um encontro com os demais cônjuges na última sexta-feira (7), em um cruzeiro na cidade portuária. Mas o caos instaurado nas manifestações obrigaram Melania a ficar em casa, sem poder sair por motivos de segurança.
Quando finalmente pôs os pés na rua, seu marido estava trancado em reunião com o presidente russo Vladimir Putin.
"Havia tantos assuntos na mesa (...) Eles quiseram tratar de tudo. Nenhum dos dois queria parar" de falar, disse o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, após a reunião de duas horas e quinze minutos de duração.
"Acho que mandaram chamar a primeira-dama para ver se ela podia tirá-los dali, mas não adiantou (...) Eles falaram por mais uma hora", garantiu.