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Mattis: proibição de militares transgênero não é acordo fechado

Em três tuítes no mês passado, Trump derrubou uma política da era Obama que permitia que militares transgênero servissem livremente

James Mattis, secretário de Defesa: ele disse "não ter dúvidas" de que a Casa Branca emitiria orientações adicionais sobre o tema (Alex Wong/Getty Images)

James Mattis, secretário de Defesa: ele disse "não ter dúvidas" de que a Casa Branca emitiria orientações adicionais sobre o tema (Alex Wong/Getty Images)

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AFP

Publicado em 14 de agosto de 2017 às 21h25.

O secretário de Defesa, Jim Mattis, sugeriu nesta segunda-feira que o anúncio feito pelo presidente Donald Trump de proibir pessoas transgênero de servir nas Forças Armadas americanas pode não ser um acordo fechado.

Em três tuítes no mês passado, Trump derrubou uma política de mais de um ano da era Obama que permitia que militares transgênero servissem livremente.

Mas nas semanas seguintes aos tuítes de Trump, a Casa Branca ainda não havia emitido orientações formais ao Pentágono explicando como funcionaria a proibição aos transgêneros, ou o que aconteceria com os que já servem.

Mattis disse "não ter dúvidas" de que a Casa Branca emitiria orientações adicionais sobre o tema, mas declarou que o Pentágono está fornecendo dados militares.

"A política irá abordar se os transgêneros podem ou não servir e em que condições, qual apoio médico é exigido, quanto tempo será implementado, ou não", afirmou Mattis aos repórteres.

"Há uma série de problemas. Obviamente é muito complexo".

A política de Obama se mantém por enquanto. Quando questionado se o Pentágono continuará com os militares transgênero, Mattis afirmou: "vamos estudar a questão".

Acrescentou que o Pentágono não recebeu diretrizes da Casa Branca que "indicariam qualquer prejuízo a alguém agora".

Em um processo arquivado em um tribunal na última semana, cinco mulheres transgênero da Força Aérea, da Guarda Costeira e do Exército disseram enfrentar incertezas sobre o futuro, incluindo se seriam demitidas ou perderiam postos militares e benefícios de aposentadoria.

O número de militares transgênero ainda é pequeno entre os 1,3 milhão de membros em serviço nos Estados Unidos, com estimativas que ultrapassam os 15.000.

O anúncio de Trump veio com aparente falta de coordenação com o Pentágono e foi feito enquanto Mattis estava de férias.

Autoridades militares expressaram preocupação sobre a mudança de política.

Na semana passada, Trump disse que fez um "grande favor" ao Pentágono ao proibir militares transgênero, assinalando que a questão era "complicada" e "confusa" para os militares.

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