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Maduro está disposto a reduzir tensão com os EUA, diz Dilma

Em conversa telefônica entre Maduro e Dilma, o presidente venezuelano disse estar disposto a promover uma redução das tensões com os Estados Unidos


	Nicolas Maduro: Maduro e Dilma tiveram conversa em que discutiram a situação política venezuelana e a Cúpula das Américas
 (AFP)

Nicolas Maduro: Maduro e Dilma tiveram conversa em que discutiram a situação política venezuelana e a Cúpula das Américas (AFP)

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Da Redação

Publicado em 8 de abril de 2015 às 22h46.

Brasília - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje à presidente Dilma Rousseff estar disposto a "promover uma redução das tensões" com os Estados Unidos com base no "respeito mútuo à soberania nacional dos dois países", informou o Palácio do Planalto nesta quarta-feira.

Maduro e Dilma tiveram hoje uma conversa telefônica em que discutiram a situação política venezuelana e a Cúpula das Américas, realizada este fim de semana no Panamá.

Ela cumprimentou a "disposição de Maduro em promover uma redução das tensões com os Estados Unidos em base ao respeito mútuo à soberania nacional dos dois países" e se colocou à disposição para contribuir nesse sentido.

A presidente também reiterou sua disposição de "continuar solidariamente desenvolvendo iniciativas que permitam fortalecer o diálogo entre o governo e as oposições venezuelanas nos marcos do Estado Democrático de Direito" da Venezuela.

Segundo a nota oficial, Dilma também conversou hoje por telefone com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com quem discutiu questões relacionadas à próxima visita que a presidente realizará aos Estados Unidos.

Biden confirmou o encontro que entre Dilma e o presidente americano Barack Obama no Panamá esta semana, durante a Cúpula das Américas, quando serão "detalhados outros aspectos da visita".

As revelações do ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden em 2013 mostraram que os EUA espionaram as comunicações pessoais de Dilma, assim como a de ministros e de empresas brasileiras, e provocaram o cancelamento de uma visita de Estado a Washington prevista para outubro desse ano.

Desde então, Biden liderou a sutil aproximação entre os dois países com várias visitas ao Brasil, inclusive na posse de Dilma ao segundo mandato.

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