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Macron e Merz pedirão a Trump que imponha sanções se Putin não se reunir com Zelensky

Presidente francês disse que, se Putin não cumprir até segunda-feira esse compromisso de se reunir com o líder ucraniano, isso significará que “mais uma vez” terá enganado Trump

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 15h14.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, vão pedir neste fim de semana ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que imponha sanções à Rússia se Vladimir Putin não aceitar negociar com Volodymyr Zelensky, como havia se comprometido.

Macron destacou nesta sexta-feira, em entrevista coletiva junto com Merz, ao final do Conselho de Ministros franco-alemão em Toulon, no sudeste da França, que se Putin não cumprir até segunda-feira esse compromisso de se reunir com o presidente ucraniano, isso significará que “mais uma vez” terá enganado Trump.

“Isso não pode ficar sem resposta”, enfatizou, antes de acrescentar que tanto ele quanto Merz conversarão neste fim de semana com o presidente americano.

Se na próxima semana ficar claro que o presidente russo não está disposto a negociar com Zelensky, Paris e Berlim solicitarão “sanções primárias e secundárias” para obrigar o presidente russo a se sentar à mesa para negociar um acordo de paz

O chanceler alemão lembrou que, após a cúpula Trump-Putin no Alasca, deveria ocorrer um encontro entre o presidente russo e o ucraniano em duas semanas, mas o primeiro deixou claro que não está disposto a fazê-lo, exigindo agora condições “inaceitáveis”.

“Não me surpreende, porque faz parte da estratégia do presidente russo”, comentou Merz.

Na linha de Macron, o líder alemão disse que na próxima semana os aliados da Ucrânia debaterão como proceder e especificou que é a favor de conversar com os EUA para que “haja pressão para que Putin se reúna com Zelensky”.

Macron anunciou que “nos próximos dias” haverá uma nova reunião dos líderes da chamada Coalizão de Voluntários, que reúne 30 países aliados da Ucrânia, na imensa maioria europeus, para consolidar o trabalho que os chefes do Estado-Maior têm feito.

O presidente francês declarou que “foram finalizadas as contribuições” desses 30 membros para as garantias de segurança à Ucrânia e repetiu que a primeira dessas garantias é “um Exército ucraniano robusto” que precisa ser treinado e armado.

Essas forças serviriam para evitar novos ataques da Rússia contra a Ucrânia no futuro.

Entre as conclusões do Conselho de Ministros de França e Alemanha, está um compromisso de ambos os países para reforçar a defesa aérea da Ucrânia e trabalhar no fortalecimento da indústria militar ucraniana.

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