Mundo

Londres nega visto ao presidente do Comitê Olímpico sírio

Segundo a BBC, os vínculos entre Mowaffak Joumaa e o regime sírio são a suposta causa da rejeição

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, já havia informado que os funcionários envolvidos no regime sírio "não seriam bem-vindos" em Londres (Omar Torres/AFP)

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, já havia informado que os funcionários envolvidos no regime sírio "não seriam bem-vindos" em Londres (Omar Torres/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2012 às 10h56.

Londres - O Reino Unido rejeitou o pedido de visto do presidente do Comitê Olímpico sírio, general Mowaffak Joumaa, para viajar para Londres pelos Jogos Olímpicos, informou nesta sexta-feira a cadeia britânica "BBC".

Os vínculos entre Joumaa e o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, são a suposta causa da rejeição do visto do presidente do Comitê Olímpico sírio pelo Reino Unido.

A decisão foi tomada em reunião entre representantes dos ministérios britânicos de Interior e das Relações Exteriores, junto com os responsáveis pelas pastas de Cultura, Imprensa e Esporte, e deve ser notificada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Em 28 de março, durante a visita da Comissão de Coordenação do COI ao Parque Olímpico de Londres, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, informou que os funcionários envolvidos no regime sírio "não seriam bem-vindos" em Londres.

Contudo, o primeiro-ministro esclareceu que a participação dos atletas sírios em Londres 2012 - cerca de dez classificados para o evento - não corre perigo, a não ser que algum deles esteja envolvido em crimes de guerra, condição pela qual seriam afastados automaticamente da competição. "Os atletas sírios deverão participar dos próximos Jogos Olímpicos, é o correto", disse Cameron.

O Reino Unido, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, foi um dos países que mais insistiu em sanções mais duras contra o regime de Bashar al Assad.

Nos últimos meses e apesar do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan, o conflito na Síria se intensificou Segundo o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, o país se encontra à beira da guerra civil.

De acordo com dados da ONU, desde março de 2011 mais de 10 mil pessoas morreram vítimas da violência, 230 mil se deslocaram internamente e 60 mil buscaram refúgio em países vizinhos como a Turquia e o Líbano. 

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEuropaOlimpíadasReino UnidoSíriaEsportes

Mais de Mundo

Tribunal dos EUA determina que maioria das tarifas implementadas por Trump são ilegais

Operação revista escritórios por supostos casos de suborno com irmã de Milei

Autoridades palestinas pedem aos EUA que 'reconsiderem' decisão de revogar vistos

Guyana ofrece pagos a todos los ciudadanos para 'dividir la riqueza' del petróleo