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Juiz aceita fiança de US$ 10,5 mi para libertar ex-UBS

Raoul Weil, ex-funcionário de alto escalão do banco, é acusado de fraude fiscal por autoridades dos Estados Unidos

Raoul Weil, ex-funcionário de alto escalão do banco UBS, em uma foto na sua chegada ao escritório do xerife de Fort Lauderdale, Florida (Broward Sheriffs Office via Reuters)

Raoul Weil, ex-funcionário de alto escalão do banco UBS, em uma foto na sua chegada ao escritório do xerife de Fort Lauderdale, Florida (Broward Sheriffs Office via Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de dezembro de 2013 às 16h29.

Fort Lauderdale - Um juiz da Flórida determinou, neste segunda-feira, a liberação de Raoul Weil, ex-funcionário de alto escalão do banco UBS acusado de fraude fiscal por autoridades dos Estados Unidos, após pagamento fiança no valor de 10,5 milhões de dólares.

Weil, cidadão suíço de 54 anos de idade, é acusado de ajudar norte-americanos a não pagar impostos por meio de contas bancárias secretas na Suíça.

Weil não se declarou culpado ou inocente e a abertura do processo formal foi adiada para 7 de janeiro. O juiz Patrick Hunt deixou Weil ficar com amigos em Nova Jersey depois de pagar a fiança, incluindo 4 milhões de dólares em dinheiro.

Weil, ex-chefe de gestão de fortunas do UBS, foi preso em meados de outubro durante férias com sua esposa em um hotel de luxo na cidade italiana de Bolonha. Ele foi extraditado para os Estados Unidos na semana passada, depois de um juiz italiano rejeitou um pedido de prisão domiciliar.

Se condenado, ele pode pegar até cinco anos de prisão.

O juiz ordenou que Weil use um sistema de monitoramento GPS e entregue seu passaporte.

Seu julgamento pode ajudar os Estados Unidos e outros países ocidentais a intensificar a caça a indivíduos e empresas que utilizam centros financeiros pouco transparentes do exterior para evitar o pagamento de impostos.

Há cinco anos, os Estados Unidos indiciaram Weil e outros executivos não identificados da UBS por ajudarem mais de 17 mil norte-americanos a esconder 20 bilhões de dólares em contas bancárias secretas na suíças.

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