Benjamin Netanyahu. (Amir Cohen/Reuters)
Gabriel Rubinsteinn
Publicado em 24 de janeiro de 2021 às 15h25.
Israel vai proibir voos de passageiros a partir da noite da próxima segunda-feira, 25 com o objetivo de impedir a disseminação de novas variantes do coronavírus. A medida será válida por uma semana e inclui vôos domésticos e internacionais.
"Além de raras exceções, estamos fechando o céu hermeticamente para evitar a entrada de variantes do vírus e também para garantir um progresso rápido de nossa campanha de vacinação", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em declaração no início de uma reunião de gabinete.
A proibição entrará em vigor a partir de segunda-feira e vai durar até o final de janeiro, informou um comunicado do escritório de Netanyahu.
As fronteiras do país foram em grande parte fechadas para estrangeiros durante a pandemia, com permissão de entrada apenas para portadores de passaporte israelense.
Também neste domingo, Israel expandiu sua campanha de vacinação para incluir cidadãos mais jovens. As vacinas foram inicialmente limitadas a idosos e outras categorias de alto risco, mas agora estão disponíveis para qualquer pessoa com mais de 40 anos ou — com permissão dos pais — também aqueles entre 16 e 18 anos.
A inclusão de adolescentes tem como objetivo "permitir seu retorno [à escola] e a realização ordenada de exames", disse a porta-voz do Ministério da Educação.
Israel concede um certificado de matrícula a alunos do ensino médio da 10ª à 12ª série que passam nos exames, administrados pelo Ministério da Educação, que desempenham um papel importante na aceitação nas universidades. Eles também podem afetar a colocação nas forças armadas, onde muitos israelenses cumprem o serviço obrigatório após o ensino médio.
Israel tem a taxa de distribuição de vacinas mais rápida do mundo. Com as importações regulares de vacinas da Pfizer, administrou pelo menos uma dose em mais de 25% de sua população, de 9 milhões de pessoas, desde 19 de dezembro, diz o Ministério da Saúde local.
O país está em um terceiro bloqueio nacional desde 27 de dezembro, que planeja suspender no final de janeiro. Os críticos dizem que o governo lidou mal com a crise, sem uma estratégia clara de longo prazo e permitindo que a política afetasse suas decisões.
O ministro da Educação, Yoav Galant disse, à Ynet TV, que é muito cedo para saber se as escolas serão reabertas no próximo mês.