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Israel contraria acordo e afirma que não sairá do Corredor Filadélfia em Gaza

Retirada das tropas israelenses do local entre o enclave palestino e o Egito ficou determinada como um dos acordos da primeira fase do cessar-fogo

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 10h04.

Israel não retirará suas tropas do Corredor Filadélfia, a linha divisória de 14 quilômetros entre a Faixa de Gaza e o Egito, embora o acordo de cessar-fogo estipule que essa retirada deve ocorrer gradualmente a partir do próximo sábado, 42º dia da primeira fase da trégua.

"Não deixaremos o Corredor Filadélfia", afirma um comunicado divulgado à Agência EFE e à imprensa israelense por uma autoridade israelense.

"Não permitiremos que assassinos do Hamas percorram nossas fronteiras com caminhonetes e armas novamente, e não permitiremos que recuperem força por meio do contrabando", acrescentou.

Segundo os documentos do acordo aos quais a EFE teve acesso, Israel deveria começar a retirar suas tropas coincidindo com o último dia da primeira fase, o 42º dia do cessar-fogo, para que pudessem abandonar completamente o corredor disputado antes do 50º dia.

O Corredor Filadélfia foi um dos pontos mais disputados entre Israel e o Hamas durante as negociações de trégua, com a delegação israelense exigindo permanecer ali por meses.

"O Corredor Filadélfia não será evacuado. Se Israel perder o controle, Gaza se tornará um reino de terrorismo", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma entrevista coletiva em setembro do ano passado, acrescentando que essa faixa havia se tornado o "tubo de oxigênio" do Hamas, através da qual o grupo se rearmava.

A passagem de Rafah, entre Gaza e Egito, está localizada neste corredor e foi reaberta em 1º de fevereiro, após meses de fechamento por parte de Israel devido à guerra, para permitir a transferência de moradores de Gaza doentes e feridos para o país vizinho.

O anúncio de Israel ocorre apenas dois dias antes do fim da primeira fase do acordo de cessar-fogo, sem que nem o Hamas nem as autoridades israelenses tenham anunciado qualquer progresso nas negociações para a segunda fase, que devem começar no domingo e levar a um fim "sustentável" das hostilidades em Gaza.

Autoridades israelenses citadas pela imprensa nacional asseguram que o governo de Netanyahu pretende estender a primeira fase da trégua (o que lhe permitiria manter seus ataques diários na Faixa e sua presença militar na zona de amortecimento na fronteira) em vez de avançar para a segunda fase.

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