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Interpol aceita pedido de detenção de filhos de Martinelli

Segundo acusações, os filhos do ex-presidente panamenho teriam recebido mais de 20 milhões de euros em subornos da Odebrecht entre 2009 e 2012

Ricardo Martinelli: filhos ex-presidente do Panamá negaram semanas atrás em um comunicado ter cobrado comissões da Odebrecht (Carlos Jasso / Reuters)

Ricardo Martinelli: filhos ex-presidente do Panamá negaram semanas atrás em um comunicado ter cobrado comissões da Odebrecht (Carlos Jasso / Reuters)

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AFP

Publicado em 14 de fevereiro de 2017 às 23h02.

Última atualização em 14 de fevereiro de 2017 às 23h03.

A Interpol acolheu o pedido do Ministério Público panamenho de detenção dos filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), acusados de cobrar subornos da Odebrecht, confirmou nesta terça-feira uma fonte oficial.

"As notificações de Ricardo Alberto Martinelli Linares e Luis Enrique Martinelli Linares já foram emitidas pela Interpol na França", disse à AFP Marcos Córdoba, chefe da Direção de Investigação Judicial (DIJ) da Polícia Federal do Panamá.

O pedido deve ser enviado aos 190 países que integram a Interpol para sua localização e detenção.

A procuradora especial Anticorrupção, Tania Sterling, solicitou um "alerta vermelho" à Interpol para deter os dois filhos do ex-governante pela "suposta comissão do delito contra a ordem econômica".

Segundo as acusações, os filhos de Martinelli teriam recebido mais de 20 milhões de euros em subornos da construtora Odebrecht entre 2009 e 2012.

O pagamento teria sido realizado por meio de várias empresas offshore que a construtora usou para fazer pagamentos indevidos a funcionários públicos ao redor do mundo.

No entanto, os filhos ex-presidente negaram semanas atrás em um comunicado ter cobrado comissões da Odebrecht.

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