Mundo

Hamas rejeita proposta israelense de trégua de 40 dias com presença contínua em Gaza

Oferta israelense estipulava libertação inicial de 10 reféns israelenses

EFE
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 2 de abril de 2025 às 12h42.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 14h17.

Tudo sobreHamas
Saiba mais

O grupo islâmico Hamas rejeitou a proposta de Israel para uma trégua de 40 dias, que envolveria a libertação inicial de 11 reféns vivos e o retorno de outros 16 mortos após dez dias, bem como a presença contínua de tropas israelenses na chamada "zona neutra" da guerra.

Uma fonte do Hamas no Cairo informou à Agência EFE sobre a rejeição da proposta israelense, apresentada por meio de mediadores, que incluía uma troca gradual de prisioneiros e uma trégua temporária na Faixa, onde as tropas israelenses continuariam presentes em algumas áreas, contrariando os desejos do grupo islâmico.

A oferta israelense estipulava, segundo a fonte, a libertação inicial de 10 reféns israelenses, além do refém americano-israelense Idan Alexander, em troca da libertação de prisioneiros palestinos, dentro de um cessar-fogo de 40 dias.

De acordo com a proposta, Israel estipulou que o Hamas deve fornecer "informações sobre todos os prisioneiros israelenses, vivos ou mortos, no quinto dia da trégua" e que "no décimo dia, os corpos de 16 prisioneiros israelenses serão entregues".

Durante o período de trégua, seriam realizadas negociações para concluir a próxima fase do acordo, segundo a proposta rejeitada pelo Hamas.

A fonte egípcia não só relatou a rejeição da oferta pelo Hamas como defendeu uma proposta recente feita pelo grupo islâmico a Israel para libertar cinco reféns vivos, incluindo Alexander.

Israel, de acordo com a mesma fonte, transmitiu uma mensagem no sentido de que "a rejeição da oferta será respondida com operações terrestres expandidas na Faixa de Gaza, um aumento da pressão militar, incluindo a tomada de território adicional, e uma escalada de ataques".

Basem Naim, membro do gabinete político do Hamas, confirmou à EFE a rejeição da oferta israelense e se referiu ao acordo assinado com Israel em 19 de janeiro, que levou a um cessar-fogo no qual 33 reféns israelenses (mais cinco tailandeses) foram libertados em troca de cerca de 1.800 prisioneiros palestinos.

Esse acordo, que Israel rompeu após dois meses para retomar a guerra em Gaza, estipulava negociações para uma segunda fase na qual Israel se retiraria de Gaza, mas essas conversas nunca ocorreram.

Acompanhe tudo sobre:HamasIsraelConflito árabe-israelense

Mais de Mundo

China restringe pedidos de investimentos por empresas locais nos EUA

Na fronteira entre México e EUA, tarifaço de Trump amedronta: ‘Vai deixar muita gente sem trabalho’

Senado dos EUA apresenta plano para acelerar cortes de impostos e ampliar teto da dívida

Tarifas: União Europeia denuncia 'golpe na economia mundial', mas continua aberta a negociar com EUA