Mundo

Evo Morales formaliza desfiliação do MAS, partido que liderou por mais de duas décadas

Ex-presidente da Bolívia anunciou na semana passada sua candidatura presidencial para as próximas eleições de 17 de agosto com o partido Frente para a Vitória

Evo Morales anuncia sua candidatura com o partido Frente para a Vitória após deixar o MAS (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Evo Morales anuncia sua candidatura com o partido Frente para a Vitória após deixar o MAS (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 19h37.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2025 às 19h56.

Tudo sobreEvo Morales
Saiba mais

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, formalizou sua desfiliação do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que liderou por mais de 26 anos. A decisão foi anunciada por sua equipe jurídica nesta quinta-feira, após o ex-líder renunciar à sua condição de militante perante o Tribunal Supremo Eleitoral, conforme informado pelo advogado Héctor Rodríguez, em entrevista coletiva.

Morales, que tem uma história política marcada à frente do MAS, anunciou, na semana passada, sua candidatura presidencial para as eleições de 17 de agosto. Ele se afastou do MAS para concorrer com o partido Frente para a Vitória, uma sigla menor, sem representação no Parlamento. O ex-presidente, de 65 anos, já foi declarado inelegível pela Justiça boliviana, pois cumpriu os dois mandatos presidenciais permitidos pela Constituição.

Apesar da inelegibilidade, Morales insiste em concorrer nas próximas eleições, desafiando a decisão judicial. Ele comandou o MAS desde 1998, mas a sigla passou a viver uma divisão interna, com o partido se fragmentando entre os "arcistas" e "evistas". Em novembro, o Tribunal Constitucional entregou o controle da legenda à liderança alinhada com o atual presidente Luis Arce.

Perseguição política e crise interna

A relação de Morales com Arce, seu ex-aliado, se deteriorou ao ponto de o ex-presidente acusar o governo atual de desencadear uma "perseguição judicial". O objetivo, segundo ele, seria barrar sua candidatura nas próximas eleições. Desde outubro, Evo se encontra protegido por seus aliados políticos na zona cocaleira de Chapare, seu reduto no departamento de Cochabamba.

Acusações e mandado de prisão

Além dos desafios políticos, Evo Morales enfrenta acusações graves, incluindo um mandado de prisão. Ele é alvo de investigação por não ter comparecido para depor em um caso envolvendo uma acusação de abuso de uma menor, com quem teria tido uma filha em 2016, durante seu governo. Até o momento, ele não foi preso, mas segue sob forte proteção de seus apoiadores.

A desfiliação de Evo Morales do MAS e sua candidatura com um novo partido marcam uma nova etapa na política boliviana, com confrontos internos e desafios legais em seu caminho.

Acompanhe tudo sobre:Evo MoralesBolívia

Mais de Mundo

Conheça os cinco planetas anões do nosso sistema solar

Ao lado de premier britânico, Trump não confirma garantias de segurança à Ucrânia

Milei nomeia por decreto juízes para a Suprema Corte e gera crise institucional na Argentina

Saúde do Papa Francisco: Vaticano diz que condições estão melhorando, mas sem previsão de alta