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EUA estão prontos para atacar, diz chefe de operação naval

O almirante Greenert disse que Marinha está "pronta" para eventual ataque contra Síria e que suas unidades "foram deslocadas" para qualquer cenário de guerra


	USS John C. Stennis, um dos maiores navios da Marinha dos EUA: "Estamos prontos. As unidades estão envolvidas e já foram deslocadas para ali", disse Greenert
 (AFP)

USS John C. Stennis, um dos maiores navios da Marinha dos EUA: "Estamos prontos. As unidades estão envolvidas e já foram deslocadas para ali", disse Greenert (AFP)

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Da Redação

Publicado em 6 de setembro de 2013 às 18h09.

Arlington - O chefe de operações navais dos Estados Unidos, o almirante Jonathan Greenert, afirmou nesta sexta-feira em entrevista à Agência Efe que a Marinha está "pronta" para um eventual ataque contra a Síria, e suas unidades "foram deslocadas" para qualquer cenário de guerra.

"Estamos prontos. As unidades estão envolvidas e já foram deslocadas para ali", disse Greenert após uma apresentação para a Associação de Oficiais de Serviços Navais (ANSO), em Arlington, no estado da Virgínia.

"Quando deslocamos nossos navios, estamos prontos para um amplo espectro de operações, e este (o da Síria) seria um deles", afirmou o almirante, um dos oficiais de maior patente da Marinha dos Estados Unidos. "Temos que estar ali onde importa, no momento que importa", acrescentou.

Perguntado sobre o desdobramento de submarinos e mísseis Tomahawk, Greenert só confirmou que a Marinha tem submarinos "distribuídos no mundo todo, e não posso discutir sua localização exata, mas posso dizer que nossos destróieres, nossos submarinos, nossos porta-aviões têm uma ampla categoria de missões e capacidades".

Na quinta-feira, durante uma apresentação no American Enterprise Institute, Greenert disse que a Marinha conta com quatro destróieres, um píer flutuante e um grupo de batalha próximo à Síria.

Os quatro destróieres, USS Barry, USS Stout, USS Gravely e USS Ramage estão no leste do Mar Mediterrâneo e cada um tem capacidade para até 96 mísseis Tomahawk. O Pentágono também tem pronto o porta-aviões USS Nimitz no Mar Vermelho.

Cada um dos destróieres tem um custo operacional de quase US$ 2 milhões semanais, enquanto os mísseis Tomahawk, que poderiam ser utilizados em um eventual ataque, têm valor de US$ 1,5 milhão, segundo dados oficiais.


Greenert não faz parte da cadeia de comando, mas, em qualquer eventual plano de ação bélica, uma de suas tarefas é assegurar que os membros da força naval americana contem com capacitação e recursos adequados.

O almirante também enfatizou a importância de a Marinha contar com inovação, recursos e armamento de alta tecnologia para manter sua vantagem assimétrica.

"Você tem que focar no que produz o melhor efeito possível", explicou Greenert ao mencionar uma ação cibernética, o uso de mísseis cruzeiros ou uma arma elétrica, conhecida em inglês como "rail gun", que dispara projéteis metálicos a alta velocidade através de um campo magnético.

"É melhor desligar remotamente um sistema de mísseis em vez de explodi-lo, porque isso é (um processo) longo, trabalhoso, violento e toma tempo. A tecnologia nos dá uma gama de possibilidades", ressaltou Greenert.

"Cegar o radar, se movimentar ao redor dele e confundi-lo é mais barato, mais eficaz e mais rápido", acrescentou Greenert para citar outro exemplo.

Embora o Pentágono não tenha um número exato do custo da eventual operação contra a Síria, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, disse esta semana que poderia chegar a dezenas de milhões de dólares.

A resolução que o Congresso estuda proíbe o envio de tropas no terreno e impõe um prazo de até 90 dias para um ataque militar limitado.

No entanto, não está claro se, diante das pressões orçamentárias - haverá um corte na defesa de US$ 52 bilhões para o ano fiscal 2014 que começa em outubro -, o Pentágono solicitará ao Legislativo fundos suplementares para financiar a operação.

O presidente Barack Obama procura apoio internacional para um ataque militar contra a Síria e na próxima terça-feira discursará para os americanos na tentativa de convencer a opinião pública sobre a urgência do ataque.

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