Bandeira tricolor dos opositores líbios: país instaurou o brasão quando se tornou independente (Chris Hondros/Getty Images)
Da Redação
Publicado em 28 de fevereiro de 2011 às 21h21.
Washington— Os Estados Unidos congelaram 30 bilhões de dólares em ativos da Líbia depois das sanções impostas pela Casa Branca contra o regime de Muamar Kadhafi na semana passada, informou nesta segunda-feira um alto responsável do Tesouro em Washington.
"Ao menos 30 bilhões de dólares foram bloqueados em virtude do decreto" assinado na sexta-feira pelo presidente Barack Obama, informou à imprensa o secretário de Estado do Tesouro interino encarregado da luta contra o terrorismo e da inteligência financeira, David Cohen.
"É o maior congelamento de fundos jamais feito em virtude de um programa de sanções" nos Estados Unidos, completou Cohen.
O governo americano impôs na sexta-feira sanções contra Muamar Kadhafi e quatro de seus filhos, congelando ativos e propriedades nos Estados Unidos.
Cohen declarou que mais sanções estão a caminho.
"Estamos considerando aumentar a lista de indivíduos" afetados por essas sanções, declarou.
Segundo Cohen, a União Europeia adotou sanções que tinham como alvo 20 indivíduos adicionais.
Os líderes líbios são suspeitos de terem bilhões de dólares em contas bancárias no exterior, dinheiro advindo das amplas reservas de petróleo do país.
De acordo com uma mensagem enviada pela embaixada americana em Trípoli em 2010, obtida pelo Wikileaks, os fundos soberanos da Líbia somam 32 bilhões em dinheiro "em diversos bancos americanos, sendo que cada um gere de 300 milhões a 500 milhões de dólares".
Anteriormente, o Departamento de Tesouro americano tinha alertado os bancos a serem vigilantes em relação a transferências relacionadas a líderes políticos líbios.
Cohen disse que não havia provas imediatas de que as autoridades líbias teriam retirado dinheiro dos Estados Unidos por conta das sanções.
O funcionário do Tesouro também declarou que os Estados Unidos acreditam que "há ativos estatais líbios substanciais na Europa, e esses ativos são controlados pelo coronel Kadhafi e seus filhos".