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Etiópia vai prender por até dois anos quem se recusar a usar máscara

O ministério da saúde local teme o aumento de casos de covid-19 no país, um dos mais afetados na África

Máscara protetora de um cliente ao lado de um copo num restaurante. (Nathan Laine/Bloomberg)

Máscara protetora de um cliente ao lado de um copo num restaurante. (Nathan Laine/Bloomberg)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 24 de outubro de 2020 às 13h19.

Na Etiópia, quem se recusar a usar máscara em locais públicos para minimizar a propagação do novo coronavírus poderá ser preso por até dois anos. A medida foi anunciada pelo governo depois de um relaxamento por parte da população da adoção de medidas protetivas contra a infecciosa covid-19. 

A nova lei tem restrições também para cumprimentos com apertos de mão, distanciamento inferior a dois metros entre pessoas e mesas com mais de três pessoas sentadas. A legislação prevê tanto prisão quanto pagamento de multa por infrações às regras, segundo a agência de notícias Reuters.

O ministério da saúde da Etiópia registrou mais de 90 mil casos de covid-19 e mais de 1.300 mortes relacionadas à doença. A ministra da saúde Lia Tadesse, entretanto, afirmou que apenas 2% das mortes causadas pela doença são formalmente reportadas no país. Na semana passada, foram 79 mortes ligadas à covid-19 na Etiópia.

“Agora é como se a COVID não estivesse mais lá, o público não estivesse cuidando”, tuitou Tadesse, na quinta-feira (22), criticando o relaxamento de medidas de proteção da população depois que o governo retirou o estado de emergência de saúde no país. “Isso causará um possível aumento na propagação da doença e pode ser uma ameaça para a nação.”

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