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Estas 6 cidades na Europa que estão pagando para você morar lá

Desde regiões na Itália até cidades na Croácia, há uma variedade de incentivos financeiros, que chegam a R$ 155 mil

Sardenha, na Itália, é uma das regiões que estão pagando para novos residentes.  (Ellen van Bodegom/Getty Images)

Sardenha, na Itália, é uma das regiões que estão pagando para novos residentes. (Ellen van Bodegom/Getty Images)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 8 de julho de 2024 às 09h58.

Última atualização em 8 de julho de 2024 às 10h04.

Há algumas regiões na Europa que estão mais do que dispostas a receber novos residentes – tanto que estão oferecendo dinheiro para isso. Desde regiões na Itália até cidades na Croácia, há uma variedade de incentivos financeiros, que chegam a R$ 155 mil, para atrair pessoas a se mudarem. As informações são da Business Insider.

Na maioria das vezes, você não viverá nas partes mais populares ou populosas do país, pois esses programas geralmente visam combater a falta de moradores. Por exemplo, a Toscana criou um fundo de R$ 14,5 milhões para motivar pessoas a se mudarem para o campo e ajudarem a reformar algumas das casas negligenciadas.

O objetivo é favorecer e incentivar a chegada de uma nova população e revitalização socioeconômica de áreas montanhosas, combatendo a marginalização dessas regiões.

Albinen, Suíça

A pequena vila suíça de Albinen, em um esforço para rejuvenescer sua população envelhecida, está oferecendo 25.000 francos suíços (cerca de R$ 138.800) por adulto e 10.000 francos suíços (cerca de R$ 55.500) por criança para não-residentes que se mudarem para o local alpino remoto. O programa de realocação foi implementado em 2017, após um êxodo de moradores locais que resultou em uma população de menos de 300 pessoas.

Localizada no distrito de Leuk, no cantão de Valais, Albinen é a personificação da vida tranquila. Não há escola, banco ou correio, e apenas um pub permanece na vila. Os interessados em trocar a agitação da vida urbana pela serenidade remota devem atender a alguns requisitos, como ter menos de 45 anos, poder comprar uma casa no valor de mais de 200.000 francos suíços (cerca de R$ 1,1 milhão) e estar dispostos a viver em Albinen por pelo menos 10 anos, além de se tornarem cidadãos suíços.

Antikythera, Grécia

A ilha de Antikythera, no mar Egeu, está em busca de famílias e disposta a pagar para tê-las. Este paraíso grego, com suas águas cristalinas e falésias robustas, começou um programa em 2019 que oferece um subsídio mensal de 500 euros (cerca de R$ 2.650), acomodação gratuita e comida gratuita para famílias com três ou mais filhos que se mudarem permanentemente para a ilha.

A população da pequena comunidade, situada entre Creta e o continente grego, havia caído para apenas 24 pessoas, pois os jovens moradores buscavam melhores oportunidades econômicas. As autoridades locais destacaram que pescadores, padeiros, construtores e agricultores seriam especialmente bem-vindos na ilha.

Legrad, Croácia

Uma pequena comunidade croata está tentando atrair mais moradores vendendo casas por R$ 0,70. Legrad, uma cidade localizada no norte da Croácia, é o lar de cerca de 2.000 pessoas após anos de declínio populacional. As autoridades locais iniciaram um programa em 2018 e anunciaram recentemente que uma nova leva de casas estava disponível por menos de um real.

Os candidatos devem ter menos de 45 anos, estar em um relacionamento marital ou extramarital, ter ficha limpa e não possuir outra propriedade. O prefeito de Legrad, Ivan Sabolic, mencionou que a cidade recebeu consultas de diversos países, mas optou por manter o foco nos nacionais croatas.

Ponga, Espanha

Para quem não tem três filhos ou milhares de reais de sobra, a encantadora cidade espanhola de Ponga pode ser a melhor opção para uma mudança europeia. Localizada nas montanhas do norte da Espanha, Ponga está oferecendo 2.000 euros (cerca de R$ 10.600) para cada pessoa que se mudar para a vila.

O programa visa revitalizar a economia local, que serve uma população de menos de 600 pessoas. Famílias com crianças podem receber até 3.000 euros (cerca de R$ 15.900), e aqueles que tiverem um bebê na vila ganharão um adicional de 3.500 euros (cerca de R$ 18.500). Os novos moradores devem se comprometer a ficar pelo menos cinco anos em Ponga, aproveitando as trilhas de caminhada, o acesso à praia e as cidades próximas.

Sardenha, Itália

Uma ilha italiana no Mar Mediterrâneo está disposta a pagar 15.000 euros (cerca de R$ 79.500) para aqueles que querem viver um estilo de vida rural. O governo da Sardenha reservou um fundo de 45 milhões de euros (R$ 266 milhões) para 3 mil pessoas receberem subsídios. A ilha tem uma população de mais de 1,6 milhão, mas o governo espera que os novos residentes escolham áreas menos populosas.

Os candidatos devem se mudar para uma cidade na Sardenha com menos de 3.000 habitantes, viver lá em tempo integral e fazer da ilha sua residência permanente dentro de 18 meses. Os 15.000 euros devem ser utilizados para a renovação da casa.

Toscana, Itália

Recentemente, as autoridades da Toscana lançaram um programa de residência que pagará pessoas para viver no campo italiano. O programa está utilizando um fundo de R$ 14,5 milhões para apoiar aspirantes a residentes na montanhosa região da Itália. O objetivo é estabilizar os números populacionais em declínio, oferecendo suporte financeiro para reformar casas antigas.

Os subsídios cobrirão 50% dos custos de renovação de uma casa em uma das 76 cidades toscanas, todas com menos de 5.000 residentes. Os candidatos podem receber até R$ 155 mil para reformas. Residentes italianos, cidadãos da União Europeia e não europeus com residência de longo prazo podem escolher entre várias localidades.

As inscrições para o programa terminam em 27 de julho de 2024.
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