Diretor-geral da FAO lembrou que o desmatamento e a degradação das florestas aumentam a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera (Arquivo/Agência Brasil)
Da Redação
Publicado em 20 de março de 2015 às 14h29.
Roma - As emissões de dióxido de carbono (CO2) nas florestas diminuíram mais de 25% entre 2001 e 2015, em grande parte por conta de uma desaceleração no grau de desmatamento mundial, de acordo com números divulgadas nesta sexta-feira pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Em um ato na véspera da comemoração do Dia Internacional das Florestas, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, detalhou que as emissões caíram nesse período de 3,9 a 2,9 gigatoneladas de CO2 por ano.
O desmatamento, que envolve a transformação das florestas em terras para outros usos, foi reduzido de forma "impressionante" em alguns países, segundo Silva, que citou exemplos como Brasil, Chile, China, Filipinas, Coreia do Sul, Turquia e Vietnã.
Frente a este diminuição, as emissões procedentes da degradação da massa florestal por causas naturais ou humanas aumentaram significativamente entre 1990 a 2015 de 0,4 a 1 gigatonelada de dióxido de carbono anual.
O diretor-geral da FAO lembrou que o desmatamento e a degradação das florestas aumentam a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, enquanto o crescimento da massa florestal absorve o CO2, o principal desses gases.
Conforme as novas estimativas, os países desenvolvidos seguem sendo o principal sumidouro de carbono, com uma parcela de 60%, contra 40% restante dos países em desenvolvimento.
Por regiões, África, Ásia, América Latina e o Caribe continuaram emitindo mais carbono do absorvido, embora sua porcentagem de emissões tenha caído desde 1990, sobretudo pela atuação do Brasil nesse sentido.
Enquanto, na Europa e na América do Norte as florestas funcionaram nesse período como sumidouro de carbono líquido, ao haver absorvido mais carbono do que emitiram.
De acordo à FAO, as florestas ocupam um terço da superfície terrestre e proporcionam meios de subsistência para 2,4 bilhões de pessoas.