Mundo

Comediante francês é investigado por ironizar decapitação

O comediante francês Dieudonné é alvo de investigação após vídeo no qual ele ridiculariza a decapitação do jornalista James Foley pelo EI


	Dieudonné: decapitação simboliza progresso e acesso à civilização, diz em vídeo
 (AFP/Getty Images)

Dieudonné: decapitação simboliza progresso e acesso à civilização, diz em vídeo (AFP/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de setembro de 2014 às 13h25.

Paris - O polêmico comediante francês Dieudonné, condenado várias vezes, é alvo de uma nova investigação criminal após a transmissão de um vídeo no qual ele ridiculariza a decapitação do jornalista americano James Foley pelo Estado Islâmico (EI), informou nesta sexta-feira uma fonte judicial.

A investigação foi lançada quarta-feira pelo tribunal de Paris por "apologia ao terrorismo", após um relatório da polícia, indicou a fonte, confirmando uma informação da rádio RTL.

No vídeo, o polêmico humorista ironiza os governantes dos países ocidentais, que, segundo ele, teriam ficado comovidos com a execução do jornalista americano, mas não com a morte "como um cão" do líbio Muammar Kadafi ou o enforcamento do iraquiano Saddam Hussein.

Dieudonné depois diz que a decapitação simboliza o "progresso" e o "acesso à civilização".

Ele também ataca os pais de James Foley, que foi sequestrado em 2012 no norte da Síria pelo EI.

Condenado em várias ocasiões, especialmente por declarações antissemitas, Dieudonné ainda é alvo de vários processos judiciais, principalmente por incitamento ao ódio racial.

Em janeiro, uma de suas performances tinha sido proibida na França por causa de comentários antissemitas.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEuropaFrançaEstado IslâmicoHumoristas

Mais de Mundo

Tribunal dos EUA determina que maioria das tarifas implementadas por Trump são ilegais

Operação revista escritórios por supostos casos de suborno com irmã de Milei

Autoridades palestinas pedem aos EUA que 'reconsiderem' decisão de revogar vistos

Guyana ofrece pagos a todos los ciudadanos para 'dividir la riqueza' del petróleo