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Chefe do Estado-Maior assume presidência em Burkina Faso

O general Honoré Nabere Traoré assumiu a presidência interina do país, após o presidente renunciar


	Manifestante em meio fumaça de incêndio em rua de Ouagadougou, capital de Burkina Faso
 (Joe Penney/Reuters)

Manifestante em meio fumaça de incêndio em rua de Ouagadougou, capital de Burkina Faso (Joe Penney/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 31 de outubro de 2014 às 12h43.

Ouagadogou - O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Honoré Nabere Traoré, assumiu nesta sexta-feira a presidência interina de Burkina Faso depois de o presidente do país, Blaise Compaoré, ter anunciado sua renúncia para permitir a realização de eleições no prazo de 90 dias.

Traoré, citado pela imprensa local, garantiu que ocupará o vazio de poder deixado no país após a saída de Compaoré com o objetivo de realizar eleições o mais breve possível.

Burkina Faso viveu nesta semana uma grave crise sociopolítica após a decisão de Compaoré de promover uma emenda constitucional que o permitia seguir no poder.

Ele ocupa a liderança do Executivo de Burkina Faso desde 1987, após um golpe de estado que matou o antigo presidente, Thomas Sankara.

Compaoré justificou a decisão devido a situação sociopolítica degradada e a ameaça de divisão dentro do exército do país, depois dos maçicos protestos de cidadãos e da oposição para reivindicar a renúncia.

Após saberem que Traoré assumirá a presidência da transição, muitos manifestantes, que seguem nas ruas da capital, Ouagadogou, gritaram "fora chefe do Estado-Maior" e cantaram o nome do general reformado Kouame Lougué, apoiado para o cargo, informou o portal de notícias "Burkina 24".

Os protestos contra Compaoré foram iniciados na última quarta-feira, quando milhares de pessoas protestavam em Ouagadogou, gritando "27 anos é suficiente", em alusão ao tempo que o presidente está no comando do país.

Ontem, as manifestações se estenderam e se intensificaram em todo o país, especialmente em Ouagadogou, onde centenas de manifestantes assaltaram e incendiaram o parlamento por causa da votação de uma emenda constitucional que permitiria Compaoré prolongar seu mandato.

Desde a independência em 1960 até a chegada de Campaoré à presidência em 1987, a história de Burkina Faso se caracterizou por uma sucessão de golpes de estado.

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