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Cameron afirma que saída da UE isolaria o Reino Unido

O premier manifestou seu apoio público a permanência na UE e criticou a abordagem "intolerante" que, segundo ele, adotou o lado favorável ao "brexit"


	Brexit: restando um dia para o crucial plebiscito, Cameron opinou que o Reino Unido se transformará em "um país insulano e mais fechado"
 (Adrian Dennis / Reuters)

Brexit: restando um dia para o crucial plebiscito, Cameron opinou que o Reino Unido se transformará em "um país insulano e mais fechado" (Adrian Dennis / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2016 às 08h18.

Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, alertou que o Reino Unido corre o risco de ficar isolado se na votação de amanhã for decido pela saída do país da União Europeia (UE), segundo entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal "The Guardian".

Na publicação, Cameron manifestou seu apoio público a permanência na UE e criticou a abordagem "intolerante" que, segundo ele, adotou o lado favorável ao "brexit".

O político também lamentou o poster divulgado na semana passada por Nigel Farage, líder do Partido de Independência do Reino Unido (UKIP), que mostra dezenas de migrantes não comunitários tentando entrar na Europa, por considerá-lo uma tentativa de fomentar a intolerância.

"O motivo era muito óbvio, foi uma tentativa de dividir e fomentar a intolerância para conseguir um benefício político", afirmou o político conservador.

Restando um dia para o crucial plebiscito, Cameron opinou que o Reino Unido se transformará em "um país insulano e mais fechado" se os britânicos decidirem por abandonar o bloco comum.

Segundo o primeiro-ministro, a imigração - um dos pontos mais espinhosos do debate, junto com a economia - deve ser abordada "com grande cuidado" pois este país "é talvez a democracia multiétnica e religiosa com mais êxito da terra".

Integrando o grupo favorável a permanência, o novo prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, acusou durante um debate transmitido pela emissora de TV "BBC" que seu antecessor, Boris Johnson, vendia um "projeto de ódio" contra os migrantes.

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