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Câmara dos EUA aprova orçamento de Trump com cortes de US$ 4,5 trilhões em impostos e gastos

Aprovação acontece após uma campanha do presidente da Câmara, Mike Johnson, para pressionar os republicanos resistentes a apoiar o "grande e belo projeto de lei" de Donald Trump

Janaina Camargo
Janaina Camargo

Redatora na Exame

Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 06h29.

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por 217 votos, uma resolução orçamentária que pede trilhões de dólares em cortes de impostos e gastos — 215 pessoas votaram contra.

O movimento acontece após uma campanha do presidente da Câmara, Mike Johnson para pressionar os republicanos resistentes a apoiar o "grande e belo projeto de lei" de Donald Trump, que busca implementar mudanças radicais na política fiscal do país, segundo informações do Financial Times. 

“Hoje, os republicanos da Câmara levaram o Congresso mais perto de cumprir a agenda completa do America First do presidente Trump — não apenas partes dela”, disseram os líderes republicanos da Câmara.

O plano propõe US$ 4,5 trilhões em cortes de impostos e cerca de US$ 2 trilhões em cortes de gastos. Na outra ponta, o PL prevê centenas de bilhões de dólares entrando para o setor militar e segurança de fronteira ao longo de uma década. Agora, o plano segue para o Senado, onde novas negociações orçamentárias acontecerão.

O programa de saúde para os americanos de baixa renda, Medicaid, será o principal afetado em um corte de US$ 880 bilhões em gastos, conforme a instrução do comitê de energia e comércio da Câmara. Além disso, o comitê de agricultura deverá reduzir US$ 230 bilhões, visando o programa de auxílio alimentar Supplemental Nutrition Assistance Program.

Segundo o Comitê Apartidário para um Orçamento Federal Responsável, as novas medidas aumentariam o déficit em pelo menos US$ 2,8 trilhões até 2034.

Maya MacGuineas, a presidente do comitê, apontou que é incompreensível que, diante de déficits e dívidas recordes, os legisladores aprovem um orçamento que aumentará ainda mais a dívida nos próximos anos. Em contrapartida, os líderes do partido defendem os cortes apontando que eles estimularão o crescimento da economia e deverão limitar o défict.

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