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'Caixa preta' de pensões será investigada em Minas

Em Minas, os pagamentos das aposentadorias vitalícias foram instituídas em 1957

O deputado eleito, Eduardo Azeredo: ele recebe a aposentadoria vitalícia (José Cruz/ABr/Agência Brasil)

O deputado eleito, Eduardo Azeredo: ele recebe a aposentadoria vitalícia (José Cruz/ABr/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 27 de janeiro de 2011 às 10h53.

Belo Horizonte - A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas instaurou inquérito civil para investigar a concessão de benefício mensal vitalício a ex-governadores e seus herdeiros no Estado. Em Minas, os pagamentos foram instituídos em 1957, durante o governo de Bias Fortes, e se tornaram uma “caixa preta”, já que a legislação proíbe a divulgação dos beneficiários e de quanto é gasto.

O argumento do Ministério Público é que a Lei 1.654, que criou o benefício, não foi “recepcionada” pela Constituição de 1988 e fere os princípios previstos no artigo 37, de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na administração pública direta e indireta.

O governo afirma que, por lei, os gastos com salários de pensionistas não podem ser divulgados sem autorização expressa do beneficiado. O ex-governador, senador e deputado eleito Eduardo Azeredo (PSDB) admitiu à reportagem que recebe o benefício.

O inquérito do Ministério Público foi aberto na segunda-feira. O promotor João Medeiros disse que já encaminhou requerimento à Secretaria de Planejamento e Gestão cobrando informações sobre a existência de benefícios pagos com base na Lei 1.654. O governo afirma que não recebeu nenhuma solicitação do Ministério Público Estadual e só vai se manifestar após ser notificado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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