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Ativista envia cópias de "A Entrevista" à Coreia do Norte

Desertor norte-coreano que vive na Coreia do Sul disse nesta quarta-feira que lançou balões contendo milhares de cópias em DVD do filme


	Cartazes do filme "A Entrevista": a Coreia do Norte denunciou a comédia hollywoodiana, uma ficção sobre um plano para assassinar o líder do país, Kim Jong Un
 (AFP)

Cartazes do filme "A Entrevista": a Coreia do Norte denunciou a comédia hollywoodiana, uma ficção sobre um plano para assassinar o líder do país, Kim Jong Un (AFP)

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Da Redação

Publicado em 8 de abril de 2015 às 08h39.

Seul - Um desertor norte-coreano que vive na Coreia do Sul disse nesta quarta-feira que lançou balões contendo milhares de cópias em DVD do filme "A Entrevista" para a Coreia do Norte, apesar de protestos do país isolado e ameaças de morte via e-mail.

A Coreia do Norte denunciou a comédia hollywoodiana, uma ficção sobre um plano para assassinar o líder do país, Kim Jong Un, como ato de guerra e ameaçou retaliação caso o filme fosse lançado.

Lee Min-bok, desertor que deixou o Norte há 20 anos, disse que enviou cópias do filme em DVD, notas de dólar e folhetos contra o regime norte-coreano em bolsas amarradas a balões de hélio em quatro ocasiões, sendo a mais recente no sábado.

O envio de panfletos irritou Pyongyang, que nos últimos meses ameaçou sabotar as negociações entre as duas Coreias. Autoridades sul-coreanas pediram que ativistas evitassem lançar panfletos, mas disseram que não possuem bases legais para impedir.

Lee disse que recebeu um e-mail rastreado até um endereço em Shenyang, na China, que o alertava que sua cabeça seria "esmagada pela clava de ferro da justiça" e seus braços "arrancados em pedaços pela adaga do julgamento" caso continuasse os envios.

"Vou continuar enviando balões apesar de qualquer coisa", disse Lee à Reuters. O e-mail estava sendo investigado por autoridades sul-coreanas, disse Lee.

Redes de computadores da Sony Pictures, produtora do filme "A Entrevista", foram atacada por hackers no ano passado, em um ato que resultou em vazamento de filmes, dados de funcionários e e-mails internos. Os Estados Unidos disseram que o ataque foi realizado pela Coreia do Norte - acusação que Pyongyang nega.

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