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Assembleia Constituinte da Venezuela retira imunidade de Guaidó

Com decisão do órgão integrado por chavistas, líder opositor pode ser preso

Guaidó: líder opositor pode ser preso por ter deixado a Venezuela sem autorização (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Guaidó: líder opositor pode ser preso por ter deixado a Venezuela sem autorização (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 2 de abril de 2019 às 22h01.

Última atualização em 2 de abril de 2019 às 22h11.

Caracas - A governista Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela retirou na noite desta terça-feira a imunidade parlamentar do líder oposicionista e chefe do Congresso, Juan Guaidó. Isso abre caminho para que autoridades possam processá-lo e prendê-lo.

A Assembleia Constituinte atendeu o pedido do Tribunal Supremo de Justiça, que na véspera anunciou que o processaria por desacatar em fevereiro uma decisão que o proibia de sair do país. Presidente da Constituinte, Diosdado Cabello anunciou ao final de um longo debate a aprovação de um decreto constituinte que autorizou a retirada da imunidade do chefe do Congresso para seguir com a ação penal contra ele.

Agora, sem nenhum tipo de proteção constitucional, o líder oposicionista de 35 anos pode ser julgado e eventualmente preso, o que deixaria a oposição sem sua principal figura e motor dos recentes protestos contra o governo que exacerbaram as tensões contra o presidente Nicolás Maduro. Fonte: Associated Press.

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