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Asean pede restabelecimento das conversas de 6 lados com Pyongyang

Ministros da Associação de Nações do Sudeste Asiático querem que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear

A Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-Il, suspendeu em 2008 as negociações de seis lados e agora expressou a intenção de retomá-las (Getty Images)

A Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-Il, suspendeu em 2008 as negociações de seis lados e agora expressou a intenção de retomá-las (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 21 de julho de 2011 às 06h45.

Nusa Dua - Os ministros de Relações Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) reunidos na ilha indonésia de Bali solicitaram nesta quinta-feira o restabelecimento das conversas de seis lados a fim de convencer a Coreia do Norte a abandonar seu programa nuclear.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

Em comunicado conjunto, os dez países-membros do bloco regional solicitaram a China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Coreia do Sul que voltem a negociar com a Coreia do Norte para que se retome o processo de desnuclearização em troca de auxílio.

O ministro das Relações Exteriores indonésio, Marty Natalegawa, revelou que o programa nuclear norte-coreano foi uma das principais questões tratadas nas reuniões que a Asean manteve com China, Japão, Coreia do Sul e Austrália em Bali.

A Coreia do Norte suspendeu em 2008 as negociações de seis lados e agora expressou a intenção de retomá-las, mas Estados Unidos e Japão consideram necessário um diálogo prévio entre as duas Coreias.

A secretária de Estado americana, Hilary Clinton, deve chegar hoje à Indonésia, procedente da Índia, para incorporar-se às reuniões ministeriais mantidas pela Asean desde terça-feira.

No sábado, o último dia do encontro, será realizado o foro de segurança da Asean, que contará com a participação de Austrália, Bangladesh, Canadá, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Paquistão, Papua Nova Guiné, Rússia, Sri Lanka, Timor-Leste e a União Europeia, além dos Estados Unidos e dos dez membros do bloco.

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