Negócios são feitos de gente, e gente precisa de inspiração. (Peshkova/Thinkstock)
Colunista
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 16h46.
Vivemos em uma época de transformações rápidas e oportunidades globais, em que agilidade de pensamento e visão internacional fazem toda a diferença na hora de tomar decisões. Para mim, viajar é muito mais do que atender a compromissos profissionais; é uma forma de oxigenar as ideias, observar tendências culturais de perto e cultivar aquela sensação de renovação que só uma mudança de cenário consegue proporcionar. Afinal, negócios são feitos de gente, e gente precisa de inspiração.
Sou entusiasta do conceito de que ir além das fronteiras é uma forma de redefinir o óbvio. Ver um monumento histórico ou conversar com pessoas de diferentes origens nos leva a questionar processos enraizados e, por vezes, ultrapassados. Segundo pesquisa da Harvard Business Review, executivos que viajam com frequência tendem a desenvolver maior flexibilidade mental ao lidar com desafios. O estudo reforça a ideia de que sair do ambiente habitual faz com que o cérebro exercite a capacidade de improvisar e, consequentemente, inovar.
Além da faceta profissional, a mudança de ambiente tem impacto direto no nosso bem-estar psicoemocional. É inevitável: quebrar a rotina e mergulhar em novos cenários amplia a nossa capacidade de lidar com situações sob pontos de vista diversos, reduzindo a rigidez mental. Recentemente, assisti a um documentário sobre mindfulness e performance executiva, que trazia dados do Global Wellness Institute sugerindo que profissionais que dedicam um tempo a viagens de lazer ou imersões culturais apresentam melhor desempenho cognitivo no trabalho.
Por mais que eu esteja em uma viagem de negócios, eu me permito vivenciar (mesmo que rápido) a culinária local e conversar com pessoas fora do meu círculo tradicional. Um simples bate-papo num café pode render insights e parcerias que podem transformar o seu negócio — e o seu modo de pensar.
Em um ambiente empresarial intenso em que vivemos hoje, viajar não é luxo, mas um investimento na capacidade de enxergar além. Cada cidade, cultura ou conexão oferece a chance de (re)descobrir o mundo e a si mesmo, criando uma vida executiva mais enriquecedora e plena de significado.
“Explorar o desconhecido é abrir espaço para encontrar soluções inovadoras e visões que jamais surgiriam se estivéssemos confinados à nossa zona de conforto.”