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Supermercados espanhóis DIA perdem mais 48,4% em 2024, após encerrar operação no Brasil

As perdas registradas no Brasil chegaram a 106,8 milhões de euros, de acordo com resultados divulgados à CNMV

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 10h23.

O grupo espanhol de supermercados DIA perdeu 78,7 milhões de euros em 2024, 48,4% a mais que no ano anterior, afetado principalmente por seus negócios no Brasil, onde deixou de operar em junho para se concentrar nos mercados espanhol e argentino.

As perdas registradas no Brasil chegaram a 106,8 milhões de euros, de acordo com resultados divulgados nesta sexta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o regulador do mercado de ações espanhol.

Por mercados, faturou na Espanha 58,9 milhões de euros, 23% a menos que no ano anterior.

Na Argentina, perdeu 30,7 milhões de euros, em comparação com os 6 milhões de euros que arrecadou em 2023 neste país, em um "contexto de forte queda no consumo que pesou nas vendas brutas", segundo a rede de supermercados.

Há um ano, a DIA anunciou que estava deixando o Brasil, após tirar o investimento meses antes em Portugal, vendendo a empresa de perfumaria Clarel e fazendo o mesmo com os supermercados de grande formato na Espanha que adquiriu da Alcampo.

O EBITDA ajustado (lucro antes de juros sobre dívida, impostos, depreciação e amortização) foi de 243,7 milhões de euros, um aumento de 13%.

O grupo fechou o ano com uma rede de 3.343 lojas em Espanha e Argentina, das quais 69% eram administradas por franqueados, o que representa 46% das vendas líquidas do ano.

Segundo o CEO da DIA, Martín Tolcachir, os resultados de 2024 confirmam o "sucesso" da "transformação e simplificação" do grupo.

Em sua opinião, a Espanha foi a força motriz por trás desse crescimento, e a Argentina demonstrou "extraordinária resiliência" em um "ano desafiador marcado pela queda do consumo".

Em dezembro do ano passado, a DIA assinou um acordo de refinanciamento de cinco anos no valor de 885 milhões de euros, o que garantirá liquidez e "maior flexibilidade para atender ao crescimento futuro".

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