Mercados

Queda das ações da Duratex abre oportunidade, diz Itaú BBA

Papéis da companhia não devem continuar sofrendo com as incertezas advindas do setor imobiliário, diz analista

Itaú BBA elevou a recomendação às ações da Duratex (DTEX3) para outperform (desempenho acima da média de mercado)  (Divulgação/EXAME.com)

Itaú BBA elevou a recomendação às ações da Duratex (DTEX3) para outperform (desempenho acima da média de mercado) (Divulgação/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2010 às 14h56.

São Paulo – O Itaú BBA elevou a recomendação às ações da Duratex (DTEX3) para outperform (desempenho acima da média de mercado). O preço-alvo foi fixado em 22 reais, um potencial de valorização de 25,8%. De acordo com o relatório, a expectativa é de que o papel tenha um desempenho positivo no curto prazo, após a desvalorização de 6,6% nos três últimos pregões. Os papéis operam em alta de 3% hoje, negociados a 18,14 reais.

“As ações acompanharam o mau desempenho de companhias imobiliárias nos últimos dias. No entanto, acreditamos que a Duratex não deve continuar sofrendo com as incertezas advindas do setor imobiliário”, destaca Renata Faber. Ela diz que a companhia negocia em bolsa com múltiplos em 8,8 vezes EV/EBITDA (valor da empresa/geração operacional de caixa) e 16,7 vezes em termos de Preço/ lucro, para o final de 2011. E lembra ainda que a relação do múltiplo EV/EBITDA está atualmente em um patamar inferior a sua média histórica, que é de 9,5 vezes.

“Avaliando a receita da Duratex, notamos que os números da companhia estão mais relacionados ao segmento de bens duráveis do que ao setor imobiliário. Além disso, demanda da Duratex relacionada ao segmento de imóveis apresenta um atraso de 2 a 3 anos em relação ao ciclo do setor imobiliário. Isso significa que o cenário para os próximos 3 anos é ainda confortável” avisa Renata.

A analista ressalta também que o montante destinado à investimentos (Capex) deve ser mais modesto. “Embora a Duratex continue a investir na expansão da Deca, tanto organicamente como através de aquisições, o capex para os próximos anos será reduzido em comparação com os últimos três anos, período no qual a companhia implementou um programa de investimentos pesados. Esperamos que a Duratex desenvolva sua divisão de madeira ao longo dos próximos anos, resultando num cenário de forte geração de caixa e capex baixo. Por isso, esperamos ver uma contração rápida no múltiplo EV/EBITDA.”

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasMadeiraItaúsaDuratexAçõesMercado financeiroAnálises fundamentalistas

Mais de Mercados

Intel recebe US$ 5,7 bilhões do governo dos EUA como parte do acordo com Trump

Pré-balanço, Alibaba sofre com guerra de preços na China

Anbima, Febraban: entidades do mercado se manifestam sobre operação da PF

Ação da Reag (REAG3) chega a cair 20% na B3; gestora se manifesta sobre operação da PF