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Petróleo em baixa, com investidor de olho na demanda

Petróleo vem sendo negociado em uma faixa estreita há várias semanas, e não há expectativa de que isso mudo antes do início de 2013


	Chama saindo de refinaria de petróleo
 (Getty Images)

Chama saindo de refinaria de petróleo (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 17 de dezembro de 2012 às 10h13.

Londres - Os contratos futuros do petróleo operam ligeiramente em baixa no início de uma semana que deverá ser tranquila, segundo analistas, com indicadores de demanda ainda influenciando os participantes do mercado.

Às 10h02 (de Brasília), o contrato do petróleo do tipo brent para março caía 0,21%, a US$ 107,05 o barril na plataforma ICE. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para janeiro recuava 0,12% no pregão eletrônico, a US$ 86,63 o barril.

"O começo da semana promete ser bem tranquilo, com os investidores dando alguma atenção ao índice de atividade manufatureira do Fed de Nova York", Andrey Kryuchenkov, analista da VTB Capital, comentou em nota a clientes. O dado, conhecido como índice Empire State, será divulgado às 11h30 (de Brasília).

O petróleo vem sendo negociado em uma faixa estreita há várias semanas, e não há expectativa de que isso mudo antes do início de 2013.

No lado da demanda, os EUA ainda tentam chegar a um acordo que evite o chamado abismo fiscal, uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos públicos previstos para entrar em vigor no país em 1º de janeiro.

Já a eleição de um novo governo no Japão neste fim de semana significa que agora há três grandes bancos centrais - nos EUA, Europa e Japão - "comprometidos a fazer o que for necessário para estimular o crescimento em suas respectivas economias", com potencial de elevar a demanda por petróleo, segundo analistas da PVM.

O excesso de oferta é uma preocupação citada por aqueles que temem uma possível queda nos preços da commodity. Em reunião na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve o teto de produção para os países membros do grupo em 30 milhões de barris por dia. As informações são da Dow Jones.

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