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Japão injeta US$ 20 bi no sistema bancário

Operação foi realizada diante de uma queda de 3,74% da Bolsa de Tóquio, nesta sexta-feira (7/5)

Decisão tem como objetivo melhorar liquidez no mercado (.)

Decisão tem como objetivo melhorar liquidez no mercado (.)

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Da Redação

Publicado em 7 de maio de 2010 às 10h26.

Tóquio - O Banco do Japão (BoJ) anunciou nesta sexta-feira a injeção de 20 bilhões de dólares no sistema bancário nacional, para garantir a liquidez do mercado diante da crise grega.

"O Banco do Japão vai garantir aos mercados a liquidez necessária", declarou o porta-voz do BoJ, Yuichi Adachi. Esta liquidez será disponibilizada aos bancos na forma de créditos concedidos sob certas garantias.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, disse que está "muito preocupado" com a queda das Bolsas mundiais e prometeu "tomar as medidas apropriadas" para defender a economia do Japão. "Estou muito preocupado (...) e o governo deve tomar as medidas apropriadas", revelou Hatoyama.

A operação de emergência foi deflagrada no momento em que a Bolsa de Tóquio perdia 3,74%, no final da manhã. "A razão da queda todo mundo sabe: a Grécia. O mercado teme o contágio para Espanha e Portugal", disse Hideaki Higashi, analista da SMBC Friend Securities.

Nos negócios na manhã desta sexta na Ásia, o euro era cotado a apenas 1,2621 dólar, contra 1,2644 na noite de quinta-feira em Nova York. O iene era cotado a 91,37 por dólar e, 115,74 por euro. "A força do iene sobre o euro é a maior preocupação do dia" para os investidores japoneses, afirmou Yumi Nishimura, dirigente da Daiwa Securities Capital Markets.

A alta do iene, um valor refúgio em tempos de crise, afeta os grupos exportadores do Japão. O ministro japonês das Finanças, Naoto Kan, revelou que seus colegas do G7, o grupo dos grandes países industrializados, farão uma teleconferência sobre a crise grega. Kan destacou que a teleconferência não tem por objetivo adotar medidas destinadas a sustentar o euro: "não acredito que haja pedidos de intervenção".

O G7 é integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão.

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