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Inflação na Europa, sanção ao petróleo russo e o que mais move o mercado

Petróleo supera US$ 123 no exterior, após União Europeia chegar a acordo sobre novas retaliações à Rússia

Equipamento de extração de petróleo: commodity supera US$ 123 nesta manhã (Anton Petrus/Getty Images)

Equipamento de extração de petróleo: commodity supera US$ 123 nesta manhã (Anton Petrus/Getty Images)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 31 de maio de 2022 às 07h14.

Última atualização em 31 de maio de 2022 às 07h47.

A cautela predomina no mercado internacional nesta terça-feira, 31, após dados da Europa terem revelado estágio econômico ainda pior que o esperado por economistas. Bolsas do continente operam em queda junto com o mercado de futuros dos Estados Unidos, enquanto o dólar se fortalece no mundo.

Parte das preocupações do mercado está atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Zona do Euro divulgado nesta manhã. O indicador referente ao mês de maio ficou em 0,8% ante consenso de 0,6% de alta. O IPC avançou de 7,4% para 8,1% na comparação anual, ficando acima da expectativa de 7,7% de inflação para os 12 meses.

Os temores sobre as pressões inflacionárias na Europa ganham um tom ainda mais pessimista com a forte apreciação de commodities nos últimos dias. O petróleo brent com vencimento em julho é negociado em alta, acima de US$ 123, com investidores reagindo à sexta rodada de sanções da União Europeia sobre a Rússia, acordada na última noite.

O acordo, segundo o Financial Times, deve afetar a maior parte da importação de petróleo russo pelo bloco. Uma isenção temporária ao petróleo russo entregue por oleoduto foi definida como forma de a Hungria, República Tcheca e Eslováquia conseguirem se livrar da dependência energética em relação à Rússia.

Embora a medida possa elevar ainda mais a tensão e o aperto econômico na Europa, petrolíferas internacionais são negociadas em alta, com investidores prevendo maior faturamento com a apreciação do petróleo.

O movimento também tende a favorecer o mercado brasileiro. Mas preocupações de investidores sobre o risco político inerente à Petrobras tem tornado o cenário nebuloso. Nos últimos dois pregões, as ações preferenciais da companhia acumularam 6,66% de queda.

Nem mesmo o Banco do Brasil escapou da maior aversão às estatais na ultima sessão e fechou com 2,65% de desvalorização, após chegar a cair mais de 4% no intradia.

A esperança do Ibovespa pode estar com a Vale, beneficiada pela valorização do minério de ferro. O metal subiu cerca de 4% nesta madrugada, dando continuidade à sequência positiva, com investidores otimistas sobre a reabertura das principais cidades da China. Segundo a Reuters, Xangai deve reduzir medidas para conter a covid-19 a partir de quarta-feira, 1.

Agenda Brasil

No Brasil, investidores ainda devem repercutir o resultado primário de abril, previsto para esta terça. A expectativa é de superávit primário de R$ 30,1 bilhões, segundo consenso da Bloomberg. No radar também estará a divulgação da taxa de desemprego de abril, para qual é esperada queda de 11,1% para 10,9%.

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  • Veja a seguir o desempenho dos indicadores às 7h (de Brasília):

    • Hang Seng (Hong Kong): + 1,38%
    • SSE Composite (Xangai): + 1,19%
    • FTSE 100 (Londres): + 0,28%
    • DAX (Frankfurt): - 0,71%
    • CAC 40 (Paris): - 0,86%
    • S&P futuro (Nova York): - 1,14%
    • Nasdaq futuro (Nova York): - 1,33%
    • Petróleo Brent (Londres): + 1,77%, US$ 123,82
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