Ibovespa: na terça-feira, 26, o índice fechou com baixa de 0,18%, aos 137.771 pontos. (Germano Lüders/Exame)
Redação Exame
Publicado em 11 de agosto de 2025 às 16h45.
Última atualização em 11 de agosto de 2025 às 17h35.
Neste início de semana, o principal indicador da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em queda de 0,21%, aos 135.623 pontos, após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciar o cancelamento da reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Segundo o ministro, houve uma interferência da "extrema direita". A reunião para tratar do tarifaço sobre os produtos brasileiros estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira.
Os principais índices dos Estados Unidos terminaram o dia no terreno negativo. O Dow Jones caiu 0,45%, S&P 500 recuou 0,25% e Nasdaq 100 desvalorizou 0,30%.
Os mercados iniciaram a semana de olho em uma agenda intensa, marcada por indicadores econômicos, balanços corporativos e movimentações políticas que podem influenciar o rumo dos negócios.
Na China, os dados de atividade ganharam destaque após a divulgação de uma inflação estável, reforçando as preocupações sobre o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo. O cenário foi agravado pela pressão do protecionismo americano, que mantém tarifas sobre produtos chineses.
A trégua tarifária entre Pequim e Washington expira nesta terça-feira, e ainda não há confirmação sobre a prorrogação do acordo por mais 90 dias.
No Brasil, o governo deve lançar até terça-feira o plano de contingência contra o tarifaço de Donald Trump.
Na quarta-feira, era esperado que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunisse com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para tentar excluir café e carnes da lista de produtos atingidos. Entretanto, Haddad afirmou nesta segunda que a reunião foi cancelada.
"A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita, que atuam junto à Casa Branca, tomou conhecimento da minha fala e agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada", disse em entrevista à GloboNews.
A temporada de balanços segue intensa nesta segunda-feira, com atenção voltada para empresas de peso. Direcional (DIRR3), Itaúsa (ITSA4), Sabesp (SBSP3), Natura (NTCO3), Vibra Energia (VBBR3) e Vamos (VAMO3) divulgam seus resultados após o fechamento do pregão.
No campo político e econômico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, palestrou pela manhã na Associação Comercial de São Paulo, um dia antes da divulgação do IPCA de julho, que deve mostrar aceleração na inflação. Às 18h, ele se reúne com a Febraban e grandes bancos.
As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira, 11, majoritariamente em alta. Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,43% à espera da decisão do banco central nesta terça-feira.
Na China, o Shanghai Composite avançou 0,34% e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,19%, impulsionado pelo IPO da Ab&B Bio-Tech, que chegou a disparar quase 170%. O Kospi, da Coreia do Sul, foi exceção, com queda de 0,10%. Os mercados japoneses permaneceram fechados por feriado.
As bolsas europeias fecharam o dia sem direção única. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,49% e o CAC 40, de Paris, caiu 0,57%, enquanto o FTSE 100, de Londres, avançou 0,32%. O Stoxx 600 registrou queda de 0,09%.