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Ibovespa completa 11 sessões seguidas de recorde de fechamento

Mercados internacionais fecharam em forte alta com o fim do shutdown do governo dos EUA em vista

Ibovespa; mercado repercute Boletim Focus (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa; mercado repercute Boletim Focus (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 10 de novembro de 2025 às 18h44.

Última atualização em 10 de novembro de 2025 às 18h44.

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, 10, avançando 0,77%, aos 155.257 pontos, novo recorde de fechamento — é 0 14º pregão seguido de alta e o 11º recorde consecutivo de fechamento. O índice também renovou à máxima intraday ao atingir os 155.601 pontos pela manhã.

O dólar recuou 0,55%, cotado a R$ 5,307.

Mercados internacionais em alta

Os mercados iniciam a semana com otimismo após o Senado dos Estados Unidos chegar a um acordo para encerrar a paralisação do governoa mais longa da história americana. O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara.

Na Europa, os índices fecharam em forte alta. O Stoxx 600 subiu 1,56%, o DAX, de Frankfurt, ganhou 1,79%, o CAC 40, de Paris, avançou 1,48%, e o FTSE 100, de Londres, teve alta de 1,03%. Entre as ações, o destaque é a alta de mais de 4% da fabricante de destilados Diageo.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em forte alta. O S&P 500 subiu 1,54%, o Dow Jones, 0,81%, e o Nasdaq 100, 2,27%. Na semana passada, o Nasdaq acumulou queda de 3%, sua pior desde abril, refletindo a correção em papéis ligados à IA.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta após os dados de inflação da China virem acima das expectativas. O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em outubro na comparação anual. Já o índice de preços ao produtor (PPI) registrou queda de 2,1%.

Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,55%, e o CSI 300, da China continental, teve leve ganho de 0,35%. O Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,02%, liderado por bancos e seguradoras, enquanto o Kosdaq subiu 1,32%.

No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,33% e o Topix, 0,56%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou em alta de 0,75%.

No radar hoje

Esta segunda-feira, 10, também marca uma agenda cheia no Brasil e no exterior. Na política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre oficialmente a COP30, que reúne líderes globais em Belém para discutir o avanço das metas climáticas.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participa em Basileia das “Bimonthly Meetings”, promovidas pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).

No exterior, líderes latino-americanos e europeus se reúnem na Cúpula Celac-União Europeia, na Colômbia, para tratar de comércio e integração regional.

Às 15h, foi divulgado a balança comercial semanal, que registrou superávit de US$ 1,810 bilhão na primeira semana de novembro, segundo o MDIC. No período, as exportações somaram US$ 7,803 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,992 bilhões. Com isso, o saldo positivo acumulado em 2025 chega a US$ 54,205 bilhões.

A temporada de balanços corporativos entra na reta final na B3. Após o fechamento dos mercados, Azzas, Braskem, Even, Itaúsa, MBRF, Movida, Natura, Sabesp e São Martinho divulgam seus resultados.

Boletim Focus

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram as projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025, 2026, 2027 e 2028, segundo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 10. 

Os analistas mantiveram as projeções do IPCA em 4,55% neste ano. Para 2026, o índice de inflação permaneceu em 4,20%.

Estimativa do PIB também ficou estável para 2025, 2026 e 2028, enquanto em 2027 caiu de 1,90% para 1,88%

Já a expectativa da Selic se manteve a mesma para 2025, 2026.

A projeção do mercado para o câmbio também ficou estável em 2025, 2026 e 2027.

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