Ibovespa: na quinta-feira., 7, o índice subiu 1,48%, aos 136.527 pontos (B3/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 8 de agosto de 2025 às 17h30.
Última atualização em 8 de agosto de 2025 às 17h37.
O Ibovespa fechou o último pregão da semana com queda de 0,45%, aos 135.913 pontos. Já o dólar teve leve alta de 0,25%, cotado a R$ 5,436. A bolsa foi impactada por Petrobras (PETR3; PETR4), que caiu 7,95% e 6,15%, respectivamente, após dividendos frustrarem investidores. A queda de hoje foi limitada por Vale (VALE3), que subiu 2,37%. Na semana, no entanto, o índice subiu 2,62%.
Na quinta-feira, 7, o índice fechou em alta de 1,48%, aos 136.527 pontos, dando continuidade ao movimento positivo da véspera. Na ocasião, o que impulsionou a bolsa foi, de fato, a temporada de balanços, com destaque para a alta de Eletrobras (ELET3), que subiu mais de 9%.
A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 26,6 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. O número veio acima do consenso do mercado, que previa lucro de R$ 22,4 bilhões.
Mesmo considerando números ajustados, que excluem os chamados 'fatores exclusivos', como variações cambiais e baixas contábeis, o lucro ainda ficou acima do esperado pelo mercado, em R$ 23,1 bilhões.
O EBITDA do segundo trimestre foi de R$ 52,3 bilhões, ou R$ 57,9 bilhões sem considerar os efeitos extraordinários. A média das projeções do mercado apontava para uma cifra de R$ 56,9 bilhões.
Apesar do lucro acima do esperado, os dividendos, no valor de R$ 8,6 bilhões, decepcionaram analistas, o que faz a ação cair nos primeiros minutos da sessão e deve impactar a bolsa. Às 11h15, começou a teleconferência da Petrobras com investidores para comentar o balanço divulgado na véspera.
Nesta sexta-feira, 8, os investidores dividem sua atenção entre o noticiário político, a temporada de balanços e dados econômicos pontuais.
No exterior, encerra-se hoje o ultimato dado por Donald Trump para que Vladimir Putin encerre a guerra na Ucrânia, embora o próprio presidente americano já tenha minimizado a pressão.
Também no radar está a indicação de Stephen Miran, atual chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e aliado próximo de Trump, para ocupar temporariamente, até janeiro, uma vaga no conselho do Federal Reserve (Fed) deixada por Adriana Kugler.
A escolha, que ainda precisa ser confirmada pelo Senado, é considerada favorável a uma postura mais branda na política monetária, já que Miran defende cortes de juros e minimiza o impacto inflacionário das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que reforça as apostas de redução da taxa básica já em setembro.
Ao mesmo tempo, cresce a especulação sobre a sucessão de Jerome Powell na presidência do Fed, com Christopher Waller, atual diretor e que votou pelo corte na última reunião, despontando como favorito para assumir o comando a partir de 2026, em meio a preocupações sobre a independência do banco central diante das críticas frequentes de Trump à política monetária.
Depois do fechamento, é a vez da fabricante de alimentos M. Dias Branco divulgar seus números.
Os mercados asiáticos fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 8. O Japão liderou os ganhos, com o Nikkei 225 avançando 1,85% e o Topix superando pela primeira vez os 3.000 pontos, impulsionados por balanços positivos e pela sinalização dos EUA de ajuste em tarifas sobre produtos japoneses. Em contrapartida, outras bolsas da região recuaram, como o Hang Seng (-0,94%), o sul-coreano Kospi (-0,55%) e o australiano S&P/ASX 200 (-0,28%).
Na Europa, as bolsas fecharam mistas. O índice europeu Stoxx 600 registrou alta de 0,25% e o francês CAC 40 subiu 0,44%, enquanto o britânico FTSE 100 recuou 0,14% e o alemão DAX caiu 0,15%.
Nos Estados Unidos, os índices fecharam em alta: Dow Jones avançou 0,47%, S&P 500 subiu 0,78% e Nasdaq 100 ganhou 0,98% -- com Nasdaq renovando o recorde de fechamento.