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Da Redação
Publicado em 1 de setembro de 2011 às 17h44.
São Paulo – Apesar dos atrasos na aprovação da fusão entre as aéreas brasileira TAM e chilena LAN, a equipe de pesquisa da Citi Corretora está confiante na conclusão do acordo e, por conta disso, decidiu ampliar nesta quinta-feira a o preço-alvo para os papéis da companhia em 11%.
“Ainda acreditamos na aprovação, visto que não há overlap (sobreposição) entre os voos das duas companhias. Estimamos assim uma probabilidade de 85% de que a transação seja aprovada até o final do primeiro trimestre de 2012”, preveem os analistas Fernando Siqueira e Hugo Rosa.
Em relatório, eles ampliaram o preço-alvo para as ações preferenciais da TAM (TAMM4) de 46 reais para 51,20 reais até o final de 2012. O novo valor representa um potencial de alta de 55,15% frente à cotação de 33 reais vista no fechamento do pregão de ontem. A recomendação é de compra.
As ações da TAM e da LAN subiram hoje nas bolsas de São Paulo e Santiago, respectivamente, após o jornal chileno El Mostrador afirmar que a justiça do Chile rejeitou o pedido da Pal Airlines, concorrente da LAN, para rever o plano de fusão das aéreas chilena e brasileira.
Nesta quinta-feira, os papéis da TAM operavam com ganho de 4,55%, negociados a 34,50 reais, enquanto os da LAN avançavam 2,13%, cotados a 13.240 pesos chilenos às 16h54 (horário de Brasília).
Projeções
Os analistas da Citi Corretora afirmam que a parte mais difícil do acordo entre TAM-LAN começará quando a fusão for concluída. “Continuamos a questionar como as sinergias esperadas serão realizadas”, afirmam.
Segundo eles, a falta de sobreposição nos voos da TAM e LAN já representam “um obstáculo” para as sinergias operacionais. “Entretanto, as áreas de transporte de cargas e de programas de fidelidade apresentam potencial”, destacam.
Cenário doméstico
Avaliando a atuação da aérea brasileira no mercado interno, a Citi Corretora incorporou em sua análise a notícia de que a TAM deverá encerrar 2012 com 159 aviões (contra 163 de antes). “Apesar de ser um corte pequeno na projeção, esta decisão indica que a companhia está assumindo uma postura mais racional no cenário doméstico”, afirmam Siqueira e Rosa.
Os analistas acreditam que a potencial guerra de preços no mercado brasileiro poderia resultar em uma redução de 5% no preço médio das tarifas (yields) praticados no mercado doméstico em 2012, provocando consequentemente uma queda de cerca de 12% nos resultados da companhia (enquanto um aumento de 5% nos yields impulsionaria os lucros em 7,5%), prevê a Citi Corretora.