Busca por ouro físico: preço do metal subiu 55% no ano até agora
Redação Exame
Publicado em 29 de novembro de 2025 às 09h55.
A disparada nos preços do ouro, que acumula alta de cerca de 55% no ano, reacendeu a busca pelo metal precioso nas montanhas da Califórnia, em um movimento descrito pelo The Economist como uma nova e curiosa corrida do ouro moderna. A valorização da commodity, apoiada por juros globais mais baixos e pelo interesse renovado em ativos de proteção, tem levado garimpeiros amadores, aventureiros e pequenas empresas a revisitar áreas históricas da febre do ouro do século 19.
Nick Prebalick, garimpeiro de segunda geração, disse à revista que há dez anos ganhava cerca de 30 mil dólares por ano ensinando pessoas a garimpar. Hoje, afirma estar faturando mais de 100 mil dólares, impulsionado pelo fluxo crescente de curiosos em busca de pequenas pepitas nas encostas da Sierra Nevada.
Os clubes de prospecção também surfam essa onda. Marty Paulsen, presidente do Temecula Valley Prospectors, no sul da Califórnia, conta que novos interessados aparecem em todas as reuniões mensais. “Quantos de vocês entraram no clube para ficar ricos?”, ele lembra de perguntar. “Uns oito ou dez levantaram a mão.”
Especialistas lembram que a prática ganha força sempre que o ouro se aproxima de patamares elevados, ampliando o apelo da busca física como alternativa de diversificação.
A perspectiva de políticas monetárias mais brandas (juros mais baixos) também sustenta a procura, ampliando o interesse de investidores e curiosos. Mesmo que encontrar grandes pepitas seja improvável, a combinação de preços altos, clima favorável e o charme histórico do garimpo mantém viva essa nova corrida californiana, agora movida por uma mistura de nostalgia e estratégia financeira.
Em relatório divulgado recentemente, o Goldman Sachs afirmou que o ouro deve chegar a cotação de US$ 4.900 até o final de 2026. Segundo o banco, o metal pode subir ainda mais se a tendência de diversificação de ativos para investidores pessoa física se fortalecer.