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Ações da TIM sobem mais de 6% com forte geração de caixa e crescimento em pós-pagos

Lucro salta 56% no trimestre e reforça tese de dividendos elevados, com ações em alta de quase 6% nesta terça-feira

Receita com clientes pós-pagos acelerou o ritmo de crescimento e avançou 13,9% no trimestre (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Receita com clientes pós-pagos acelerou o ritmo de crescimento e avançou 13,9% no trimestre (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Natalia Viri
Natalia Viri

Editora do EXAME IN

Publicado em 6 de maio de 2025 às 15h25.

As ações da TIM (TIMS3) operam em forte alta nesta terça-feira, 6, subindo quase 6% após a divulgação de resultados do primeiro trimestre, entre as maiores altas do Ibovespa.

O desempenho no período, embora sem grandes surpresas, consolidou a trajetória positiva da companhia na geração de caixa e na expansão de receitas no segmento pós-pago — além de reforçar a atratividade da operadora como uma das pagadoras de dividendos mais robustas da bolsa.

O lucro líquido da empresa avançou 56% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 810 milhões. Já o EBITDA ajustado cresceu 6,7%, alcançando R$ 3,08 bilhões, com margem de 48,2%, um ganho de 82 pontos-base na comparação anual. A receita líquida de serviços subiu 5,6%, totalizando R$ 5,9 bilhões, puxada principalmente pelo segmento móvel pós-pago.

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Esse foi justamente o maior destaque operacional da companhia: a receita com clientes pós-pagos acelerou o ritmo de crescimento e avançou 13,9% no trimestre, ante 8,3% e 9,5% nos dois trimestres anteriores. O resultado refletiu reajustes de preços, maior penetração de planos mais caros (a receita média por usuário subiu 6,5%) e uma migração expressiva de clientes híbridos para o pós-pago puro, que cresceu 20%.

“A combinação de aumentos de preços, upselling e desligamento mais baixo (0,8%) impulsionou a performance do pós-pago”, escreveram os analistas do BTG Pactual em relatório.

Enquanto isso, o segmento pré-pago segue encolhendo, com queda de 10,9% na receita, refletindo menos recargas e migração de clientes para outras modalidades. Na banda larga, a TIM UltraFibra viu a receita recuar 4,5% em um ambiente mais competitivo.

O forte crescimento da geração de caixa operacional em 19% no comparativo anual chamou a atenção dos analistas.

O BTG estima um dividend yield de cerca de 9% em 2025, superior ao de concorrentes como a Vivo (7,2%) e de operadoras integradas globais (4%). A projeção de remuneração total ao acionista até 2027 soma R$ 13,75 bilhões, o que implica um retorno potencial de mais de 30% no período.

Com esses dados, o banco reiterou a recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 22 (potencial de alta de 18%).

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