Operação da PF mira o Primeiro Comando da Capital (PCC) (Ralph Orlowski/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 28 de agosto de 2025 às 19h00.
As ações da Reag (REAG3), gestora de recursos listada na B3, chegaram a cair 20% na manhã desta quinta-feira, 28. A empresa é uma das investigadas da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, considerada a maior ação já realizada contra a principal organização criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC). O papel REAG3 fechou em baixa de 15,69%, a R$ 3,17.
O alvo da operação é uma rede que movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, infiltrada em toda a cadeia de combustíveis e no sistema financeiro nacional.
As investigações revelaram que o grupo criminoso controlava desde a importação até a venda ao consumidor final, usando centenas de empresas para sonegar tributos, adulterar combustíveis e lavar dinheiro. Segundo a Receita Federal, só em créditos tributários federais já foram constituídos mais de R$ 8,67 bilhões contra os envolvidos.
A REAG soltou fato relevante ao mercado, nesta quinta-feira, com esclarecimentos sobre a situação.
"Trata-se de procedimento investigativo em curso. A companhia esclarece que, juntamente com as controladas, está colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, e permanecerá à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários. A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos objeto deste fato relevante", diz a íntegra do comunicado.
A gestora estreou no Novo Mercado da B3, segmento de maior nível de governança corporativa, em janeiro deste ano via operação conhecida como "IPO reverso". A REAG entrou na bolsa ao adquirir a GetNinjas, que já era listada. O papel REAG3 não faz parte da composição do Ibovespa.