(Fabrice Coffrini/Getty Images)
Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 16h53.
O avanço da inteligência artificial está remodelando o mercado de trabalho, e muitas empresas já se preparam para essa transição.
Segundo o Relatório do Futuro do Trabalho de 2025, do Fórum Econômico Mundial, 41% dos empregadores planejam reduzir suas equipes devido à adoção da IA, percentual que sobe para 48% nos Estados Unidos. Apesar da preocupação gerada por esses números, especialistas garantem que não há um colapso iminente no emprego global.
Para Till Leopold, um dos autores do estudo e chefe de Trabalho, Salários e Criação de Empregos do Fórum Econômico Mundial, o maior desafio não está na eliminação de empregos, mas sim na transformação das funções existentes.
“Não estamos olhando para esse famoso cenário de ‘apocalipse dos empregos’”, afirmou ele, à CNBC Make It. O relatório mostra que 77% das empresas pretendem investir na capacitação de seus funcionários para que possam atuar ao lado da IA, enquanto 47% estudam transferir empregados de áreas em declínio para outras funções dentro da organização.
O impacto da IA será mais sentido em cargos administrativos e analíticos que dependem de entrada de dados, como trabalhos de escritório, funções paralegais e contabilidade. Além disso, setores criativos como design gráfico também devem passar por mudanças, uma vez que ferramentas de IA generativa têm demonstrado maior capacidade nessas áreas.
Para Leopold, o mercado não vai eliminar essas profissões, mas sim transformá-las: “Os empregos como conhecemos hoje não existirão da mesma forma daqui a cinco anos. Eles evoluirão.”
Essa transformação já está em curso.
Uma pesquisa da Universidade Duke revelou que 37% dos diretores financeiros já utilizam IA para tarefas antes realizadas por humanos, e 54% planejam expandir esse uso ao longo do próximo ano. Entre as grandes empresas, o índice é ainda maior: 76%.
Mesmo assim, o impacto imediato pode ser mais sutil do que se imagina. “No curto prazo, a IA servirá para preencher lacunas e evitar novas contratações, em vez de resultar em demissões em massa”, explicou John Graham, professor de finanças da Duke.
Por outro lado, o setor financeiro pode sentir um impacto mais severo. Um estudo da Bloomberg Intelligence prevê que bancos podem cortar até 200 mil empregos nos próximos cinco anos devido à IA, com quase 25% dos entrevistados esperando uma redução de 5% a 10% da força de trabalho. Ainda assim, especialistas concordam que a automação não eliminará completamente os empregos, mas transformará a maneira como os profissionais trabalham.
O grande diferencial para os trabalhadores do futuro estará no desenvolvimento de habilidades humanas, como criatividade, resiliência, colaboração e adaptabilidade. “Essas soft skills se tornam ainda mais importantes à medida que a IA se integra ao ambiente de trabalho”, conclui Leopold.
A inteligência artificial não está apenas mudando a forma como as empresas operam, mas também exige que os profissionais se reinventem. O futuro do trabalho não será sobre perder empregos, mas sim sobre aprender a trabalhar ao lado da tecnologia e encontrar novas formas de agregar valor em um mercado cada vez mais digitalizado.
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