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Israel anuncia que eliminará tarifas sobre produtos importados dos EUA

Gabinete de Netanyahu informou uma medida que entrará em vigor quando aprovada pelo Comitê de Finanças do Knesset

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 1 de abril de 2025 às 21h01.

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Israel eliminará as poucas tarifas alfandegárias que mantém sobre produtos importados dos Estados Unidos, anunciou o governo israelense nesta terça-feira, um dia antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelar suas tarifas globais.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netantayu, juntamente com os ministérios de Finanças e Economia, informou em comunicado que cancelará as tarifas restantes com seu maior parceiro comercial, uma medida que entrará em vigor quando aprovada pelo Comitê de Finanças do Knesset (parlamento) e assinada pelo ministro da Economia, Nir Barkat.

O comunicado explica que, de acordo com o acordo de livre-comércio de 1985 com os Estados Unidos, 99% dos produtos importados desse país já estão totalmente isentos de tarifas, de modo que a nova isenção afetará um número muito limitado de produtos, na categoria de alimentos e produtos agrícolas.

"Além das vantagens econômicas para o mercado e para os cidadãos de Israel, isso nos permitirá fortalecer ainda mais a aliança e os laços entre Israel e os EUA. Continuaremos a trabalhar para reduzir barreiras e tarifas e para fortalecer nosso relacionamento privilegiado com os EUA", declarou Netanyahu no comunicado.

Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial de Israel e, em 2024, as exportações de mercadorias do território israelense totalizaram US$ 17,3 bilhões, enquanto as exportações de serviços foram estimadas em US$ 16,7 bilhões.

A nota indica que a decisão do governo israelense "fortalecerá as relações estratégicas bilaterais" e que os consumidores israelenses também poderão ver preços mais baixos para os alimentos e produtos agrícolas dos EUA.

De acordo com a declaração do ministro da Economia, essa decisão "complementa a relação comercial entre os dois países, que compartilham um acordo comercial há muitos anos, promoverá uma maior cooperação econômica no futuro e levará a uma redução nas importações de mercadorias".

"Continuaremos a trabalhar juntos para abrir novos mercados e criar oportunidades econômicas que fortaleçam tanto a economia israelense quanto a forte aliança com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que protegemos os produtos locais", disse Barkat.

E, de acordo com o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, do partido de extrema direita Sionismo Religioso, o governo Trump "representa uma oportunidade real de forjar um novo futuro econômico estratégico para os países, fortalecendo o papel central de Israel como parceiro econômico".

"Considero de grande importância aprofundar a cooperação econômica, impulsionar a inovação e fortalecer os laços financeiros e comerciais entre os dois países", acrescentou.

O anúncio do governo israelense ocorre na véspera de Trump anunciar "tarifas recíprocas" contra os países que têm barreiras contra bens e serviços dos EUA, em uma medida que pode abalar o sistema econômico global de uma forma não vista em décadas e com consequências imprevisíveis.

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