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Stablecoins impulsionam finanças na América Latina

A adoção crescente dessas moedas também reflete uma expansão no leque de uso dos criptoativos

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Bárbara Espir

Country Manager da Bitso Brasil

Publicado em 30 de novembro de 2025 às 10h00.

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As stablecoins consolidam-se como um fator de transformação na história recente do mercado de ativos digitais no país. Elas deixaram de ser apenas uma alternativa de proteção para investidores e passaram a desempenhar um papel central na infraestrutura financeira digital brasileira.

Essas criptomoedas, lastreadas em ativos reais como o dólar, combinam estabilidade monetária e eficiência tecnológica. No Brasil, esse equilíbrio encontrou terreno fértil. Em um contexto de variação cambial, juros altos e busca por eficiência operacional, empresas, instituições financeiras e usuários têm adotado as stablecoins como uma ferramenta de liquidez, reserva de valor e meio de pagamento internacional. Elas se tornaram o elo entre o dinheiro tradicional e a nova economia digital, impulsionando uma transformação silenciosa, mas profunda, nas finanças do país.

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Segundo o relatório Stablecoin Landscape in Latin America, da Bitso Business, o volume total processado pelas empresas em stablecoins dobrou no primeiro semestre de 2025. Este é um indicativo claro da utilização estratégica e crescente desses ativos nos negócios, seja para otimizar transferências internacionais, proteger-se contra a volatilidade do mercado ou gerenciar a tesouraria em moedas mais estáveis.

A adoção crescente dessas moedas também reflete uma expansão no leque de uso dos criptoativos. Historicamente, o foco estava nos usos mais difundidos, como trading e a busca por ganhos de curto prazo com ativos voláteis.

No entanto, o mercado demonstra um movimento consistente de investimento de longo prazo, no qual ativos como o bitcoin são utilizados por muitos como forma de preservação de valor e apreciação futura. Com a maturidade da tecnologia e o avanço da clareza regulatória, novos usos funcionais de cripto e blockchain estão surgindo para tornar fluxos mais eficientes.

No caso do Brasil, as stablecoins vêm sendo cada vez mais utilizadas como ferramentas práticas de gestão financeira, permitindo preservar valor, diversificar reservas e facilitar transações internacionais com segurança e previsibilidade. Esse movimento evidencia a evolução do mercado, no qual o uso da tecnologia blockchain deixa de ser apenas uma aposta e passa a integrar o cotidiano econômico de forma mais estruturada.

Além das aplicações diretas no dia a dia, as stablecoins estão impulsionando o surgimento de novos modelos de negócio e inovação financeira. Plataformas de crédito colateralizado, serviços de pagamento automatizado, soluções de câmbio instantâneo e projetos de tokenização de ativos reais vêm utilizando stablecoins como base de liquidez.

Apesar da evolução, o crescimento das stablecoins também impõe desafios regulatórios e operacionais. A expansão do uso exige supervisão eficiente, interoperabilidade entre emissores e blockchains, e avanços em educação financeira para garantir o uso consciente e seguro desses ativos.

O Brasil hoje conta com um ecossistema de blockchain robusto e seguro, alinhado a padrões globais de compliance. O marco legal dos criptoativos e as diretrizes do Banco Central e da CVM ampliaram a confiança de instituições e abriram espaço para que bancos e fintechs explorem stablecoins como instrumentos de inovação e eficiência.
Os avanços recentes refletem o protagonismo do Brasil em temas regulatórios e a crescente clareza normativa.

Nas últimas semanas, Banco Central e Receita Federal publicaram normas importantes para o setor, mas ainda há pontos de atenção, como a decisão do BC de classificar pagamentos e transferências com stablecoins lastreadas em moeda fiduciária como operação de câmbio. A regulação específica para stablecoins também segue em discussão.

Além disso, há o desafio da educação financeira e tecnológica, especialmente entre empresas e usuários que começam a utilizar criptoativos sem compreender plenamente seus mecanismos de lastro, riscos ou eventuais limitações de liquidez. A consolidação das stablecoins como instrumento central da economia digital depende, em grande parte, de um processo contínuo de alfabetização digital e regulatória, que permita o uso consciente e sustentável desses ativos.

Olhando para o futuro, as perspectivas para o mercado de stablecoins no Brasil são amplamente positivas. A expectativa é de que essas moedas se tornem ainda mais integradas ao sistema financeiro tradicional, consolidando-se como pontes de liquidez para instituições e empresas.

A crescente interoperabilidade e o amadurecimento tecnológico poderão criar uma nova camada de infraestrutura financeira, na qual a liquidez será global, instantânea e descentralizada, impulsionando a eficiência dos fluxos de capitais.

Com sua rápida consolidação e adoção em massa nos fluxos cripto nacionais, as stablecoins mostram que vieram para ficar. Mais do que um produto de nicho, tornaram-se uma peça-chave da infraestrutura econômica digital. Elas representam a ponte entre o presente e o futuro do dinheiro - um futuro em que fronteiras, horários bancários e intermediários deixam de ser limitações, e o capital flui com liberdade, segurança e transparência.

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