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(Madrolly/Getty Images)
Repórter do Future of Money
Publicado em 27 de março de 2025 às 08h00.
Lançado em 2009, o bitcoin já conquistou um grande número de investidores, se tornando o ativo financeiro que mais valorizou nos últimos anos e ultrapassando US$ 109 mil por moeda. Esse movimento deu início a toda uma nova classe de ativos digitais, que se populariza no Brasil.
Um estudo de campo com abrangência nacional realizado pelo Datafolha e pela Paradigma Education revelou que as criptomoedas já estão entre as cinco formas mais populares de investimento entre os brasileiros, atrás somente da poupança, imóveis e dinheiro no colchão.
Primeiro do gênero, o estudo entrevistou 2007 pessoas em 113 municípios e teve apoio da Coinbase e da Hashdex, empresas do setor de criptomoedas. A 1ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas revelou ainda que os criptoativos já ultrapassaram as ações na preferência de investidores, com 2,5x mais pessoas investindo em cripto nessa comparação.
O bitcoin, primeira criptomoeda do mundo, é bastante popular entre os brasileiros. 54% dizem conhecer o bitcoin, número maior do que os que conhecem o termo ESG, ou o seu próprio tipo sanguíneo. Ainda segundo o Datafolha, 16% dos brasileiros têm ou já tiveram cripto, o que é equivalente a 25 milhões de pessoas, e que coloca o Brasil entre os 10 maiores mercados consumidores de cripto do planeta. Outros 3 milhões de investidores têm sua própria carteira digital e fazem a autocustódia de seus ativos.
Apesar da popularidade do bitcoin no país, a pesquisa mostra que o conhecimento dos brasileiros sobre outros aspectos ligados a esse mercado ainda é limitado: entre aqueles que conhecem o bitcoin, cerca de 2/3 não conhecem nenhuma outra moeda digital. Além disso, 18% enxergam em cripto “uma boa maneira de diversificar os investimentos” e 17% acham ser um jeito de preservar valor por longos períodos de tempo.
“Embora cripto já seja uma das cinco formas de investimento mais populares do Brasil, muitos brasileiros ainda as relaciona somente à poupança, ignorando outros serviços como o staking. Apesar disso, os resultados da pesquisa nos deixam animados com as perspectivas para o mercado brasileiro no futuro”, disse Fábio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas em um comunicado.
“74% dos brasileiros concordam que o sistema financeiro pode se beneficiar de uma modernização. Este é um dos fatores que explica o grande potencial de crescimento do mercado, com cerca de 20% dos brasileiros (16 milhões de pessoas) dizendo ser provável investir em cripto ou bitcoin nos próximos 24 meses”, disse Felipe Sant’Ana, fundador da Paradigma Education.
“A pesquisa confirma que o Brasil já é um dos maiores mercados consumidores de cripto do mundo, mas ainda há um grande caminho a percorrer na educação financeira. Queremos tornar o investimento em cripto mais acessível e seguro, e esses dados reforçam a necessidade de ampliar o conhecimento sobre essa classe de ativos para que mais brasileiros possam aproveitar seu potencial”, acrescentou Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex.
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