US President Donald Trump speaks during a cabinet meeting at the White House in Washington, DC, on February 26, 2025. (Photo by Jim WATSON / AFP) (AFP)
Repórter do Future of Money
Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 10h21.
Nesta quinta-feira, 27, o bitcoin e as principais criptomoedas permanecem “no vermelho”. Mesmo após uma leve recuperação do bitcoin, que saiu da faixa dos US$ 82 mil para US$ 86 mil nesta manhã, a criptomoeda ainda opera em queda e tem um futuro incerto no curto prazo em meio ao “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 86.201, com queda de 1,6% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinMarketCap. No mesmo período, a criptomoeda chegou a cair para US$ 82.131. Nos últimos sete dias, o bitcoin acumula queda de 11,5%.
“Estamos falando de um mercado de risco e que funciona 24 horas por dia. O que quer dizer que qualquer ruído que houver, cripto pode ser o único mercado aberto no momento e acaba recebendo boa parte desse pessimismo”, disse Lucas Josa, especialista em criptoativos do BTG Pactual, durante o programa Morning Call Crypto, disponível na íntegra no YouTube.
Desde a sua posse em 20 de janeiro como presidente dos Estados Unidos pela segunda vez, Donald Trump vem implementando medidas polêmicas. Uma delas é a aplicação de tarifas contra outros países, como Canadá, China e México, que alimenta uma “guerra tarifária” que impacta negativamente a cotação das principais criptomoedas.
“O Trump quer trazer muitas mudanças na economia como um todo, mas no curto prazo isso pode acabar trazendo impacto inflacionário. A inflação faz com que o banco central dos EUA retarde cortes na taxa de juros, fazendo com que a liquidez demore um pouco mais para chegar com força no mercado, que vai precificando o risco”, disse Lucas Josa.
“O bitcoin já vinha pressionado há algumas semanas. Desde quando começou a discussão sobre os tarifaços e as especulações sobre o não corte de juros, o mercado estava tensionado. E o bitcoin, claro, não passou ileso. Assim como o Bitcoin, praticamente todos os mercados internacionais estão caindo, cada um com sua intensidade. E, como as criptomoedas são voláteis, o BTC acaba sentindo essa oscilação de forma mais brusca”, disse Beto Fernandes, analista da Foxbit.
“Para se reequilibrar, o mercado vai precisar se lembrar de como foi o primeiro mandato de Donald Trump. Na época, os ruídos políticos e macroeconômicos também foram uma marca registrada do governo. Os investidores, então, vão precisar se readaptar a esta realidade mais uma vez para conseguir encontrar um caminho mais limpo para os ativos”, acrescentou.
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