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Grupo Malwee: peças são produzidas com menor impacto ambiental do que teriam anteriormente

Investimentos do Grupo Malwee focam em melhores práticas ambientais, fortalecimento da inclusão e responsabilidades na governança, explica Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee à Exame

Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee (Leandro Fonseca/Exame)

Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee (Leandro Fonseca/Exame)

Marina Filippe
Marina Filippe

Repórter de ESG

Publicado em 18 de junho de 2024 às 07h00.

Última atualização em 18 de junho de 2024 às 09h55.

A chegada de Gabriela Rizzo à presidência do Grupo Malwee, em agosto de 2023, tem a missão de dar continuidade às práticas de ESG da companhia, que, por exemplo, lançou o Parque Malwee, com 1,5 milhão de metros quadrados e aberto para a população já em 1978, dez anos depois da fundação da empresa, além de fortalecer novas práticas.

Exemplo disso são as recentes reuniões com lideranças femininas da companhia e a estruturação de um programa de mentoria. “Na minha chegada, percebi a importância da representatividade. Em março, no Dia Internacional da Mulher, um evento pontual teve bastante aderência e inspirou novos movimentos”, afirma. Atualmente, as mulheres são 66% do quadro geral de funcionários e 52% da liderança.

Na frente ambiental, em 2023, 92% das peças foram produzidas com menor impacto do que teriam anteriormente. Entre os produtos mais sustentáveis está o moletom com “fio do futuro”, em 2023, feito com 85% de peças de pós-uso, ou seja, que seriam descartadas nos lixões. “Agora em 2024, a Malwee quase dobrou o lote de malha produzida com o fio do futuro, resultado da ampliação do mix de peças. Outra novidade da coleção são as peças na cor preta, com processo de tingimento que usa 68% de água de reúso”, diz Rizzo.

A companhia também atualizou as metas ESG para 2030, com ambições como redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa, nos escopos 1 e 2, em comparação a 2019. Em relação à água, neste ano o objetivo é reduzir o consumo por peça em 6% em relação a 2023. “Há importantes investimentos na renovação do parque fabril que impactam diretamente a efetividade da produção, rastreamento e outros atributos sustentáveis.”

Outro investimento é na estamparia digital, sendo que em 2023 foram mais de 1 milhão de peças assim produzidas, com uma redução média de 60% do consumo de água e menos produção de resíduos quando comparada com as técnicas convencionais.

O Grupo Malwee, presente em 80% dos municípios brasileiros, quer também aproveitar a força do varejo para incentivar o consumidor nas pautas ambientais e sociais. Um exemplo é a coleção ­Conectado com o Planeta, com mensagens de preservação ambiental. Já por meio do Instituto Malwee há ações como Menos Resíduo Mais Renda — Tecendo o Amanhã, com nove entidades participantes em 2023, que trabalharam com o envio de 8 toneladas de resíduos da indústria têxtil, gerando 57.000 reais em renda e 2.400 horas de capacitação.

Em medida mais imediata, por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, a companhia doou peças e malhas, além de trabalhar em flexibilização de prazos e pagamentos. Agora, há um projeto sendo desenhado para apoiar os lojistas gaúchos ao longo dos próximos meses. Na frente de governança há ainda o anúncio de Guilherme Weege na presidência do conselho de administração. “Estamos em um momento de mapeamento de riscos e responsabilidades para a padronização dos processos e o atingimento das nossas metas até 2030”, diz Rizzo.

O Grupo Malwee também está na coliderança do Grupo de Trabalho (GT) em Direitos Humanos para o setor de Moda Têxtil, do Pacto Global da ONU — Rede Brasil. “Nosso objetivo é promover avanços e boas práticas no trabalho digno e sustentabilidade do plantio do algodão ao pós-uso da roupa.”


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