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Desmatamento na Amazônia cai 61% em janeiro

Primeiro mês de governo Lula teve o equivalente a mais de 22 mil campos de futebol de área desmatada, uma queda em relação aos 430 km² de janeiro de 2022

Desmatamento ilegal no Pará. (Alex Ribeiro/Agência Pará/Divulgação)

Desmatamento ilegal no Pará. (Alex Ribeiro/Agência Pará/Divulgação)

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AFP

Publicado em 10 de fevereiro de 2023 às 13h00.

O desmatamento na Amazônia caiu 61% em janeiro, no primeiro mês do governo do presidente Lula, em comparação com mesmo período em 2022, segundo um relatório oficial publicado nesta sexta-feira.

O monitoramento por satélite detectou 167 km2 de floresta destruída no mês de janeiro na área brasileira da maior floresta tropical do mundo, de acordo com dados preliminares do sistema de vigilância por satélite DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Equivalente a mais de 22 mil campos de futebol, a área desmatada apresentou uma queda em relação aos 430 km² de janeiro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, indica o INPE.

Durante a gestão Bolsonaro, aliado do agronegócio negacionista das mudanças climáticas, o desmatamento anual médio na Amazônia aumentou 75,5% em relação à década anterior.

A diminuição da área devastada pode ser reflexo de uma "retomada da pauta de defesa ambiental", disse a ONG ambiental WWF-Brasil em nota, embora ainda seja "cedo para falar sobre uma reversão de tendência".

"É preciso reestruturar com máxima urgência os Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas. Importante que o Brasil retome o seu papel de liderança ambiental no cenário internacional", destacou Frederico Machado, especialista em conservação da WWF-Brasil, quem chamou as políticas dos últimos anos como "anti-ambientais" e "criminosas".

Especialistas asseguram que o desmatamento tem relação direta com o avanço de grandes fazendas e grileiros de terras, que destroem a floresta para criação de gado e plantações.

O presidente Lula, 77 anos, prometeu retomar os programas de proteção ambiental, lutar para cumprir a meta de desmatamento ilegal zero até 2030 e garantir que o Brasil deixe de ser um "pária" em questões climáticas.

Lula nomeou Marina Silva para o Ministério do Meio Ambiente, uma ambientalista renomada que esteve no comando desta pasta entre 2003 e 2008, quando o Brasil conseguiu reduzir significativamente o desmatamento.

A ministra reconheceu em entrevista à AFP que a realidade ambiental do Brasil é "muito pior" que esperado.

O país está em contato com algumas potências ocidentais, como a França, para que ajudem com recursos e somem esforços ao Fundo Amazônia, cujos principais doadores são Noruega e Alemanha.

Além da luta contra o desmatamento, o governo de Lula enfrenta o garimpo ilegal com uma operação que pretende expulsar os invasores de terras Yanomami, a maior reserva indígena do país, na fronteira com a Venezuela.

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