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Como a integração energética com outros países beneficia o Brasil e a região

Interligações internacionais ampliam segurança de abastecimento no sistema elétrico e favorecem a transição energética mundial

Conexões com países vizinhos ajudam o Brasil a avançar em segurança energética e uso de fontes limpas.

Conexões com países vizinhos ajudam o Brasil a avançar em segurança energética e uso de fontes limpas.

Publicado em 7 de agosto de 2025 às 15h00.

A integração energética entre países é feita a partir de conexões físicas que permitem o intercâmbio de eletricidade, gás natural ou petróleo, por exemplo, entre nações vizinhas. A interligação elétrica ocorre por meio de linhas de transmissão, enquanto a interconexão de óleo e gás é feita através de dutos.

As interligações funcionam como pontes entre os sistemas energéticos nacionais, permitindo que um país exporte ou importe energia conforme sua demanda. Para o Brasil, essas conexões com os vizinhos representam um caminho para uma transição energética mais coordenada na América do Sul, por garantir ganhos de segurança, flexibilidade e eficiência.

Atualmente, o Brasil está conectado com quatro países por interligações elétricas, e possui uma interconexão de gás natural.

O caso mais emblemático é o de Itaipu Binacional, hidrelétrica construída em parceria com o Paraguai, que foi por muito tempo a maior usina do mundo. Inaugurada em 1984, Itaipu tem sua produção dividida igualmente entre os dois países, mas o Brasil consome a maior parte da energia gerada. A usina é administrada por uma entidade binacional e celebrou no ano passado seus 40 anos de operação.

Outro exemplo é a interconexão Brasil – Argentina, feita principalmente pela estação conversora de Garabi, no Rio Grande do Sul. A estrutura permite o intercâmbio de energia, especialmente útil em momentos de escassez ou sobrecarga dos sistemas. Já a parceria com o Uruguai passa por um processo de ampliação. Recentemente, os dois países assinaram um memorando de entendimento que prevê a transferência do ponto de entrega da energia, hoje feito na subestação Presidente Médici, cujas linhas têm 230 quilovolts (230 kV) de tensão, a subestação Candiota II, com tensão de 525 kV.

Na região Norte, há uma conexão com a Venezuela que, ao longo de quase duas décadas, atendeu parte da demanda elétrica de Roraima. O fornecimento foi suspenso a partir de 2019, porém desde o início de 2025 a linha voltou a ser utilizada para importação de energia.

Já no segmento de gás natural, o destaque é o Gasoduto Bolívia–Brasil (Gasbol), com mais de 3.000 km de extensão. Desde 1999, ele viabiliza a importação de gás boliviano, essencial para o abastecimento da indústria e da geração termoelétrica, embora seu papel venha sendo rediscutido com o aumento da produção nacional e da importação de gás natural liquefeito (GNL).

Essas interconexões fazem parte de um grande movimento de integração energética regional. A ideia é criar redes colaborativas que reduzam custos, ampliem o uso de fontes renováveis e aumentem a segurança energética, aproveitando os diferentes perfis de geração dos países da América do Sul.

O Brasil já está inserido nesse contexto, mas enfrenta um desafio: modernizar e expandir essas conexões, superando barreiras técnicas e regulatórias para, por fim, fortalecer o papel estratégico da integração regional na transição energética.

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