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Com 40 mil profissionais formados no Brasil, holding visa “democratizar a educação de excelência”

Para 2025, as empresas do Grupo Kefraya têm um faturamento projetado de R$ 300 a R$ 500 milhões

Para Mohamad Abou Wadi, a melhoria da qualidade da odontologia e da medicina estética no Brasil foi impulsionada pela competitividade e o acesso ao ensino (Freepik)

Para Mohamad Abou Wadi, a melhoria da qualidade da odontologia e da medicina estética no Brasil foi impulsionada pela competitividade e o acesso ao ensino (Freepik)

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Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 20h28.

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Quando Mohamad Abou Wadi fundou o Grupo Kefraya, uma holding composta por seis empresas da área de educação odontomédica e estética, a proposta central era fazer com que outros estudantes não tivessem que lidar com as mesmas dificuldades que ele encontrou para se especializar na profissão. Hoje o grupo soma 40 mil alunos formados em todo o Brasil e tem como principal meta “democratizar a educação de excelência”.

“Com esse acesso que a gente começou [a promover] há cerca de 25 anos, a gente fez um Brasil muito mais democrático, muito mais competitivo”, avalia Wadi. O empresário reforça que um maior número de escolas fez com que “unidades de qualidade chegassem próximas às casas de uma maior parte da população”, com um valor que “cabe no bolso de quem quer estudar”.

A holding abrange as seguintes empresas:

  • Instituto Orofacial das Américas (IOA);

  • FACE.U: graduação em odontologia voltada para a estética facial;

  • MyDoctor: ensino na área de medicina;

  • Lapidare: pós-graduação na área de medicina estética;

  • Jovié: ensino de estética facial e corporal;

  • Instituto de Treinamento em Cadáveres (ITC).

Além destas, Mohamad Abou Wadi também está à frente da Uniavan, da PIB (Plural Intelligence Business) Education e da LifeUnic. Para 2025, as empresas têm um faturamento projetado de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões.

Desafios

Após se formar em Odontologia, o empreendedor passou a estudar para se tornar professor universitário. Foi então que os primeiros desafios se fizeram notar. “Eu estava numa fase crítica da minha vida, meu pai muito doente, na fila do transplante de coração. E naquela época, havia uma reserva de mercado muito grande para os dentistas conseguirem fazer uma especialização, quase não existia no Brasil. Existia uma por estado, e em poucos estados, mais concentrados na região Sudeste”, lembra.

Wadi descreve, ainda, que os selecionados eram escolhidos “quase que a dedo” para passar no processo seletivo. Ele explica que “havia muita gente querendo se especializar, e existiam os chamados ‘coronéis’ da profissão. Eles mais ou menos filtravam quem entrava”.

Assim, o empresário viu a oportunidade de montar uma escola de pós-graduação para todos que desejassem se especializar. “Cobrava-se muito caro, viajava-se milhares e milhares de quilômetros [para fazer uma especialização]. Estando em todas as regiões do Brasil, podemos democratizar esse acesso”, pondera.

Múltiplas especializações

Para o empresário, a melhoria da qualidade da odontologia e da medicina estética no País foi impulsionada pela competitividade e o acesso ao ensino. “Tanto os dentistas quanto os médicos que trabalham com estética no Brasil são reconhecidos mundialmente. Essa decisão por criar escolas de referência, para que as pessoas se diferenciem através da educação, estimula profissionais a se especializarem em mais de uma área”, detalha.

Wadi acredita que este é um dos fatores que elevam o padrão da entrega educacional e faz com que o Brasil seja referência internacional. “Lá fora, quando as pessoas se especializam, escolhem uma área só, mesmo nos países de primeiro mundo. É raro ver uma pessoa se especializar em duas ou três áreas. Aqui, não. A competição fez com que a gente se especializasse no que o mercado precisava para aquele momento”, afirma.

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