Economia

Zona do euro: atividade empresarial ganha ritmo em junho, mas segue fraca

O PMI Composto, considerado um bom indicador da saúde econômica para a zona do euro subiu a a 52,1 neste mês, e superou expectativa

Mario Draghi: dados foram divulgados após presidente do BCE sinalizar uma das maiores reversões de política monetária em seu mandato de oito anos (Arne Dedert/Getty Images)

Mario Draghi: dados foram divulgados após presidente do BCE sinalizar uma das maiores reversões de política monetária em seu mandato de oito anos (Arne Dedert/Getty Images)

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Reuters

Publicado em 21 de junho de 2019 às 10h51.

Última atualização em 21 de junho de 2019 às 11h18.

Londres - A atividade empresarial da zona do euro ganhou ritmo ligeiramente neste mês, mas empresas tinham o sentimento menos otimista em quase cinco anos em meio a preocupações sobre desaceleração no crescimento global e o impacto das guerras comerciais, mostrou uma pesquisa.

Os dados foram divulgados após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, sinalizar uma das maiores reversões de política monetária em seu mandato de oito anos e dizer que o BCE irá afrouxar a política novamente caso a inflação não acelere.

Apesar de anos de política monetária ultrafrouxa, os preços não subiram na rapidez que esperava o BCE, enquanto uma série de recentes dados sugerem que o crescimento esteja desacelerando.

O PMI Composto final do IHS Markit, considerado um bom indicador da saúde econômica, para a zona do euro subiu apenas a 52,1 neste mês, ante leitura final de 51,8 para maio, superando a expectativa mediana em pesquisa da Reuters de 51,8 e maior nível desde novembro.

Mas a atividade industrial contraiu pelo quinto mês seguido. O PMI da indústria se manteve bem abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, marcando 47,8, ante 47,7 no mês passado, e abaixo de expectativas para 48,0.

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