Economia

Suécia pede que América Latina elimine barreiras comerciais

Em visita ao país, ministro sueco está à frente de uma delegação de empresas que buscam novos negócios em aeronáutica, mineração e silvicultura no país


	O caça Gripen NG, da sueca Saab: um dos maiores negócios da Suécia no Brasil é o acordo para a venda de 36 caças de combate da empresa sueca Gripen-NG à Força Aérea Brasileira
 (Bthebest)

O caça Gripen NG, da sueca Saab: um dos maiores negócios da Suécia no Brasil é o acordo para a venda de 36 caças de combate da empresa sueca Gripen-NG à Força Aérea Brasileira (Bthebest)

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Da Redação

Publicado em 20 de maio de 2015 às 16h42.

São Paulo - O ministro de Comércio, Indústria e Inovação da Suécia, Mikael Damberg, defendeu nesta quarta-feira em sua chegada à São Paulo a revogação das barreiras comerciais entre a América Latina e a Europa como ferramenta para melhorar as relações entre as duas regiões.

"Tanto o Brasil como os outros países latino-americanos têm que trabalhar para superar as barreiras comerciais e dar um impulso maior aos negócios", afirmou Damberg em entrevista à Agência Efe, repetindo um argumento defendido também pela Comissão Europeia.

O ministro sueco iniciou hoje por São Paulo uma visita de três dias ao Brasil, à frente de uma delegação de empresas que buscam novos negócios em aeronáutica, mineração e silvicultura no país.

Neste sentido, o ministro afirmou que "o governo brasileiro está se esforçando para sair desta situação (de estagnação) econômica" e confiou que a aproximação entre ambos os países "contribuirá para as negociações de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul", que remontam a 1999 e que, após anos congeladas, foram reativadas em 2010.

Perguntado sobre uma possível interferência da China, principal parceiro comercial do Brasil, Damberg afirmou que o país asiático "está tratando com muitos países que negociam acordos de livre-comércio", por isso não vê como um problema: "eliminar barreiras é benéfico para qualquer país".

Atualmente um dos maiores negócios da Suécia no Brasil é o acordo para a venda de 36 caças de combate da empresa sueca Gripen-NG à Força Aérea Brasileira, que prevê a transferência de tecnologia e a produção de vários aviões no Brasil.

Um contrato que, como assinalou Damberg, "já foi assinado, mas tem que passar pelo Congresso, portanto só estamos esperando os procedimentos brasileiros".

Damberg participou hoje em São Paulo do seminário 'Cooperação Industrial Brasil-Suécia', organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e amanhã viaja para Brasília, onde se reunirá com autoridades. 

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