Economia

Rússia libera 8º frigorífico para fornecer carne suína

Unidade mais recente a receber o aval das autoridades sanitárias russas é um frigorífico da empresa Pamplona, em Santa Catarina


	Porcos em fazenda: no mês passado, a Rússia já respondia por 30 por cento das exportações brasileiras de carne suína
 (Paulo Whitaker/Reuters)

Porcos em fazenda: no mês passado, a Rússia já respondia por 30 por cento das exportações brasileiras de carne suína (Paulo Whitaker/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2014 às 16h32.

São Paulo - A Rússia liberou nesta quarta-feira mais um frigorífico brasileiro para o fornecimento de carne suína, a segunda liberação esta semana, elevando para oito o número de unidades autorizadas, informou a associação que reúne as indústrias.

A unidade mais recente a receber o aval das autoridades sanitárias russas é um frigorífico da empresa Pamplona, em Santa Catarina.

No início da semana uma unidade da Alibem, do Rio Grande do Sul, já havia sido liberada, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em 2005 e 2006, quando a Rússia respondia por 60 por cento dos embarques brasileiros de carne suína, havia 18 unidades autorizadas.

Depois disso, alegando questões sanitárias, os russos começaram a retirar plantas da lista e o número de habilitadas chegou a bater em três, disse o vice-presidente de suínos da ABPA, Rui Vargas.

"Em tese, seria o ideal reabilitar todas essas outras unidades", disse ele.

"Mas não sei se essas outras 10 querem, porque o mercado interno está tão bom. Depende do interesse de quem compra, de quem vende", ponderou.

No mês passado, a Rússia já respondia por 30 por cento das exportações brasileiras de carne suína, contra uma fatia de 23 por cento nos embarques de março de 2013, nos dois casos, liderando o ranking.

Uma das explicações para a ampliação das compras russas está na crise geopolítica envolvendo Rússia e Ucrânia, lembrou Vargas.

A Ucrânia, que costumava comprar volumes importantes do Brasil e revender parte dos carregamentos para a Rússia, praticamente cessou esse fluxo. Nos últimos meses, as importações ucranianas despencaram, e a Rússia passou a comprar um volume maior, diretamente do Brasil.

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