Economia

PPI reduz para 15 anos concessão da Lotex

O governo também decidiu mudar requisito sobre o nível de experiência com a operação de loterias que será exigido dos proponentes

Lotex: prazo deixa de ser de 25 anos, como inicialmente definido (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Lotex: prazo deixa de ser de 25 anos, como inicialmente definido (Elza Fiúza/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de novembro de 2017 às 11h18.

Brasília - O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) formalizou nesta sexta-feira, 17, no Diário Oficial da União (DOU) mudanças nas condições do processo de desestatização da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), atualmente administrada pela Caixa.

Agora, o prazo de concessão da Lotex será de 15 anos e não mais de 25 anos, como inicialmente definido. Além disso, o governo decidiu mudar requisito sobre o nível de experiência com a operação de loterias que será exigido dos proponentes.

Com isso, os interessados na licitação deverão comprovar que já operam loterias cuja receita com a venda das apostas seja igual ou superior a R$ 1,2 bilhão, em período não superior a 12 meses corridos. Antes, a exigência era de uma receita mínima de R$ 100 milhões com a comercialização dos bilhetes.

O PPI informa na resolução que as alterações levaram em consideração as contribuições de "potenciais interessados" no leilão formalizadas no processo de consulta e audiência públicas do processo.

A concessão da Lotex à iniciativa privada integra o esforço de arrecadação do governo federal. A estimativa é de que a receita de tributos sobre as apostas dobre com a privatização, saltando rapidamente de R$ 6 bilhões para, pelo menos, R$ 12 bilhões - recurso que pode ajudar a reforçar o caixa do Tesouro nos próximos anos enquanto as contas públicas ainda deverão ficar no vermelho.

O governo prevê que a disputa pela concessão da Lotex envolva empresas internacionais com experiência no ramo de jogos eletrônico.

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